Cidade

Quinta-feira, 18 de setembro de 2008, atualizada às 18h36

Casa é demolida em área de risco no bairro Ladeira



Priscila Magalhães
Repórter

Durante esta quarta e quinta-feiras, dias 17 e 18 de setembro, mais uma casa foi demolida na rua José Inácio da Trindade, no Bairro Ladeira. Segundo a Defesa Civil, a ação foi necessária, já que a área é considerada de risco há cerca de dez anos. O proprietário do imóvel entrou em acordo com a Prefeitura, permitindo a demolição.

Na quarta, o segundo pavimento foi demolido e o primeiro interditado. Nesta quinta, pela manhã, o restante foi derrubado. A ação aconteceu manualmente.

No local ainda há outras casas em situação de risco. Entretanto, como é uma área de ocupação irregular, alguns moradores insistem em continuar. A Defesa Civil informou que aguarda decisão judicial para continuar o trabalho. A primeira casa foi demolida em julho deste ano, após uma limpeza realizada no terreno. Era uma casa abandonada.

Frustação dos moradores do Santa Tereza

Os moradores do bairro Santa Tereza, que tiveram suas casas demolidas em março deste ano, se reuniram com a Promotoria para discutir sobre a possibilidade de uma nova perícia no local. O Ministério Público Estadual já havia enviado, com caráter de urgência, o pedido para o Centro de Apoio Técnico do MP em Belo Horizonte.

Entretanto, a resposta foi a de que o Centro não tem equipe para fazer a avaliação das causas. Segundo o presidente da Associação dos Proprietários e Inquilinos das Casas Interditadas e Demolidas pela Prefeitura, Reinaldo Recepute Freesz, o serviço teria que ser contratado de uma empresa terceirizada.

Segundo ele, a reunião foi frustrante. "Era a esperança que nós tínhamos", diz. Agora, a preocupação também se estende sobre as chuvas, já que, segundo ele, não há parecer técnico sobre o que aconteceu e ainda pode acontecer. "E se acontecer outra movimentação? Não há lona que segure", diz, se referindo às lonas que a defesa Civil está colocando na encosta entre a rua José Ladeira e Edgard Carlos Pereira.

Segundo a Defesa Civil, as chuvas dos últimos dias não comprometeram a estrutura do local. A informação é de que uma chuva considerada forte seria de 60 mm derramados por hora e as últimas não passaram de dez milímetros. As lonas ainda não foram colocadas em toda a encosta. A previsão é que em uma semana os trabalhos sejam finalizados. O atraso está acontecendo em função de as lonas ainda estarem sendo soldadas.

Agora, o MP vai pedir à Cesama e à Prefeitura, documentos que comprovem todas as obras que foram realizadas no local. "Vamos pegar essas provas e o Ministério Público vai entrar com uma ação civil pública contra o município", diz Freesz.