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Quarta-feira, 24 de setembro de 2008, atualizada dia 23 de setembro, às 13h44

Bancários fazem manifestação e programam assembléia para aprovar indicativo de greve por 24 horas



* Da Redação

O Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora realiza nesta quinta-feira, dia 25 de setembro, uma manifestação para maior abertura nas negociações entre funcionários e banqueiros. Na ocasião, eles vão distribuir pipoca pelo Calçadão.

O tema da manifestação será A greve está pipocando e o bancário está de saco cheio. As atividades começam às 14h, em frente à agência do Banco do Brasil na Getúlio Vargas. Em seguida, os manifestantes vão seguir pelo Calçadão carregando faixas e distribuindo pipocas e panfletos.

O Dia Nacional de Lutas acontece simultaneamente em várias cidades do país. Após seis rodadas de negociações, nas quais rejeitaram todas as propostas sobre saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades, emprego e segurança, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou a proposta de reajuste de 7,5% (para uma inflação de 7,15% medida pelo INPC) sobre os salários e sobre todas as verbas salariais, inclusive a PLR.

O Comando rejeitou a proposta no ato da apresentação, por considerá-la muito abaixo das expectativas da categoria. E orienta os sindicatos a realizarem assembléias até o dia 29 de setembro para rejeitar a proposta e aprovar greve de 24 horas no dia 30.

Segundo o Sindicato, os representantes dos bancos querem condicionar a negociação das cláusulas econômicas à discussão dos três temas propostos por eles - redução do tempo de concessão do auxílio-creche/babá, diminuição do vale-transporte e estabilidade dos bancários em situação de pré-aposentadoria.

O Comando Nacional rejeitou a condicionante e insistiu na necessidade de os bancos apresentarem propostas concretas que atendam as expectativas dos bancários, com aumento real de salário e valorização dos pisos.

Os bancários exigiram também resposta sobre a reivindicação para acabar com as metas abusivas. Os negociadores da Fenaban disseram que não existem metas abusivas e que a questão das metas é assunto individual de cada banco em suas estratégias de concorrência. Acrescentaram que esse não é tema econômico e que, quando houver problemas relacionados a ele, devem ser discutidos na mesa temática sobre assédio moral.

* Informações com base no release enviado pelo Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora