Cidade

Terça-feira, 30 de setembro de 2008, atualizada às 09h30

Bancos públicos e privados de Juiz de Fora fazem paralisação de 24h



Marinella Souza
*Colaboração

Os bancos de Juiz de Fora amanheceram de portas fechadas nesta terça-feira, 30 de setembro. O cenário foi definido em assembléia na última segunda-feira, 29 de setembro, quando os bancários decidiram paralisar as atividades por 24 horas. A decisão é nacional e mobiliza as principais cidades de todo o país.

Entre as reivindicações estão o fim das metas abusivas, o plano de cargos e salários para todos. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora, Marcos Louzada, "em suma, as reivindicações são por um melhor reajuste salarial e participação nos lucros da empresa. Isso é o mais importante", declara.

Louzada adianta que a categoria aguarda a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) marcar nova reunião para negociar, caso isso não aconteça, planejam uma greve por tempo indeterminado. O aumento real pleiteado pelos bancários é de 13,23%.

Entenda as reivindicações dos bancários
  • Aumento real: 13,23% de reajuste
  • Plano de Cargos e Salários para todos: 1% de reajuste a cada ano de trabalho e 2% a cada cinco anos. O banco é obrigado a promover o bancário pelo menos um nível a cada cinco anos
  • Fim das metas abusivas: definidas pela agência/departamento com a participação de todos os trabalhadores, levando em conta a abordagem ao cliente e o tempo para sua execução. Deverão ser obrigatoriamente coletivas, levando em consideração a região, o porte da agência, o número de funcionários, a base de clientes e o perfil econômico local. Ficam proibidas quaisquer tipos de comparação dos resultados obtidos, elaboração de rankings ou classificação por desempenho individual, da agência ou por região
  • Pisos salariais : R$ 1.497,75 para escriturários, R$ 1.947,07 para caixas e tesoureiros, R$ 2.321,50 para primeiro comissionado, R$ 3.369,93 para gerente
  • Aumento da PLR e simplificar os critérios de distribuição: três salários mais R$ 3.500 para todos, sem limitador e sem teto
  • Vale-refeição: R$ 17
  • Cesta-alimentação: R$ 415 mais 13ª cesta-alimentação conquistada no ano passado
  • Auxílio-Creche: R$ 415, com ampliação da idade para 8 anos e 11 meses e comprovação anual dos gastos
  • Contratação de remuneração total: Além do reajuste salarial, os bancários querem regrar a remuneração variável. A reivindicação é de distribuição de 5% da receita de prestação de serviços de forma igualitária entre todos os bancários. O pagamento deverá ser feito após a publicação do balanço trimestral. Além disso, 10% de toda a produção da agência deve ser distribuída entre os trabalhadores da unidade
  • Novas conquistas: Auxílio-educação e a criação de um plano de previdência complementar fechado, com gestão compartilhada
  • Emprego: Ratificação da convenção 158; defesa do emprego; cumprimento da jornada de seis horas; contratação de mais funcionários, estabelecendo efetivo mínimo para o atendimento aos clientes
  • Segurança: Instalação de portas de segurança em todas as agências bancárias, já no auto-atendimento; pagamento de adicional de risco de vida no valor de 40% do salário para funcionários de agências e PABs
  • Eixos políticos: Defesa dos bancos públicos; ampliação do crédito produtivo para investimentos, principalmente agrícola; redução da taxa de juros; regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal (que estabelece o papel do sistema financeiro no país)
  • *Fonte: assessoria do Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora

*Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF