Cidade

Quinta-feira, 02 de outubro de 2008, atualizada às 16h01

Manifestantes param transporte público por três horas. Liderança diz que quer negociar com patrões e Astransp leva funcionários à Justiça



Priscila Magalhães
Repórter

Os passageiros do transporte coletivo de Juiz de Fora ficaram prejudicados por três horas na manhã, das 09h30 às 12h30, desta quinta-feira, 02 de outubro, por causa da manifestação que parou os ônibus na avenida Rio Branco. Essa foi a segunda paralisação em uma semana.

O líder do movimento Francisco de Paula da Silva diz que tem consciência de que a paralisação prejudica o cotidiano dos juizforanos, por isso quer negociar. "Sei que estamos atrapalhando, mas queremos que nossas reivindicações sejam atendidas".

Eles acusam o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo de Juiz de Fora (Sinttro) de estar atrelado aos patrões - o que impede melhorias para a categoria -, querem que os funcionários demitidos por causa do movimento sejam reintegrados e que novas eleições aconteçam no sindicato.

No dia 22 de setembro, os manifestantes protocolaram uma denúncia no Ministério Público do Trabalho. Segundo Silva, há provas de irregularidades no Sinttro, como a quebra de regras do estatuto. "Queremos novas eleições e, como eles não acataram, vamos recorrer à justiça".

Ele diz que entre 40 e 50 trabalhadores participaram do movimento nesta quinta, mas a aprovação está em torno de 85% da categoria. Não há previsão para que novas paralisações aconteçam. Os manifestantes esperam uma posição da Astransp, empresa que representa os patrões.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Astransp informou que está acionando a justiça. Além da reparação de danos e representação criminal contra os manifestantes, a Associação entrou com pedido de liminar para impedir novas paralisações. A Astransp considera que o movimento está sendo promovido por pessoas sem legitimidade para representar a categoria de motoristas e trocadores.