Cidade

Segunda-feira, 17 de novembro de 2008, atualizada às 11h30

Polícia Civil de Juiz de Fora cobra mais contratação de pessoal e melhoria na segurança pública nacional



Marinella Souza
*Colaboração

Policiais civis de Juiz de Fora paralisaram as atividades por quatro horas na manhã desta segunda-feira, dia 17 de novembro. A ação faz parte de um movimento nacional de luta por melhorias na segurança pública do país.

Segundo o diretor regional do Sindicato da Polícia Civil em Juiz de Fora (Sindipol), Marcelo Armstrong (foto abaixo), a situação da segurança pública na cidade está caótica. "Estamos com defasagem de pessoal precisamos de contratações urgentes", diz.

Cerca de 120 funcionários aderiram à paralisação na cidade, o que corresponde a 90% do efetivo. Além dos policiais civis, outras categorias estão apoiando a manifestação.

Diretor Estadual dos agentes de segurança prisionais de Minas Gerais, Luciano Pipa justifica seu apoio. "A situação que estamos vivendo é uma falta de respeito e de dignidade com o servidor público", declara.

Um caixão foi queimado no meio da rua Santana, em frente à sede do Sindipol, no bairro Santa Terezinha. "Sepultamos a política de segurança pública dos governadores Aécio Neves e José Serra", declara Armstrong.

Reivindicações

Foto de Marcelo Armstrong Segundo o diretor do Sindipol, policiais de todo o país estão aderindo à paralisação que reivindica o cumprimento da pauta mínima acordada durante a greve de 2007. "Naquela época suspendemos a greve porque nos prometeram melhorar as condições de trabalho da categoria, mas até hoje, um ano e meio depois, não cumpriram nada do que foi combinado", ressalta.

Entre as promessas do governo estão a garantia de terceiro grau para agente e escrivão, carreira jurídica para delegado, subsídio como pagamento e periculosidade. O não cumprimento dessas promessas é um motivo a mais para a indignação.

Para Pipa (foto abaixo), a situação dos agentes é ainda mais complicada. "Temos uma gama muito grande de servidores contratados que são desrespeitados a todo momento". Ele explica que a carreira é regulamentada por lei, mas não tem a eficácia devida.

Foto de Luciano Pipa "Não tem carteira funcional, nem capacitação profissional periódica e adequada para o serviço. Fora isso, tem muito apadrinhamento na categoria, atrapalhando as ações o trabalho", lamenta.

A expectativa dos policiais civis é que o governo volte os olhos para a segurança pública melhorando as condições de trabalho. "Queremos mais investimentos na segurança pública para evitar que mais profissionais saiam feridos ou mesmo mortos como vem acontecendo", diz.

*Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF