Cidade

Quarta-feira, 4 de março de 2009, atualizada às 16h

Prefeitura pede volta do valor da passagem a R$ 1,75. Ministério Público vai realizar estudo técnico para avaliar a planilha


Guilherme Arêas
Repórter

Um novo capítulo das passagens de ônibus em Juiz de Fora está prestes a ser escrito nos próximos dias. Em ofício enviado ao Ministério Público no dia 11 de fevereiro de 2009, a Prefeitura pede a volta do valor da passagem a R$ 1,75. A PJF alega que a cobrança de R$ 1,55 se revela "insustentável" e que as empresas se sentem sufocadas com o valor cobrado.

Técnicos da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) e representantes do Ministério Público (MP) estão realizando um estudo para avaliar a base de cálculo da tarifa do ônibus na cidade. A previsão é de que a análise seja concluída ainda esta semana.

A decisão que reduziu a passagem de R$ 1,75 para R$ 1,55 em 2008 ainda aguarda o veredicto da Justiça, que espera a conclusão da perícia nas planilhas. Mas o novo valor provisório da tarifa pode entrar em vigor antes mesmo da conclusão pericial, solicitada no ano passado.

A perícia nas planilhas ainda não tem data para ser concluída, apesar de já haver um perito responsável pela análise e verba disponível para a contratação do serviço. O promotor Carlos Ari Brasil acredita que não será possível a conclusão do serviço em menos de 30 dias. "Essa é uma perícia muito complexa e que envolve muitos aspectos, mas também não queremos colocar obstáculos para que o serviço de transporte funcione regularmente", explicou.

Uma audiência será solicitada pelo MP para que a Justiça decida o valor provisório da passagem, enquanto a perícia nas planilhas não seja realizada. "Nós vamos pedir a audiência na Justiça, mas queremos saber dos nossos técnicos se há a necessidade de reajustar o valor provisório e, se houver, qual o patamar. Ao mesmo tempo que não queremos que haja problemas no serviço, não vamos aceitar pura e simplesmente o pedido do município e das empresas".

A Prefeitura, através de sua assessoria, explicou que o contato com Ministério Público é o início de uma discussão sobre o preço da passagem e que nenhum valor ainda foi definido.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes