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Descarte correto de resíduos evita contaminações e prejuízos ao meio ambientePilhas, baterias, lâmpadas, remédios vencidos e óleos de cozinha são considerados tóxicos e podem conter metais pesados. Veja como descartar adequadamente

Jorge Júnior
Repórter
9/2/2011
Ambiente

Pilhas, baterias de celulares, lâmpadas fluorescentes, remédios vencidos e óleo de fritura devem ser descartados de forma correta. Esses produtos são considerados tóxicos e, além de prejudicarem o meio ambiente, podem contaminar as pessoas que mantêm contato direto com eles.

Uma pilha comum, por exemplo, contém metais pesados, como chumbo, cádmio e mercúrio, além de manganês, cobre, níquel, cromo e zinco. Segundo a gestora ambiental, Cecília Junqueira, os materiais pesados são os mais agressivos. Esses objetos descartados em locais inapropriados podem vazar e contaminar o solo e os rios.

Para o óleo de cozinha, Cecília esclarece que a maneira mais indicada é colocá-lo em garrafas pet. Logo após, o material deve ser entregue ao posto de coleta mais próximo. Os materiais perfurocortantes devem ser embalados no jornal. Já as pilhas e as baterias devem ser colocadas em uma caixa e, após o uso, devolvidas ao fornecedor. Mas a ambientalista diz que essa prática ainda não é comum. "É muito fácil culpar o governo, mas a responsabilidade é individual.''

No caso das lâmpadas fluorescentes, a preocupação é em razão do mercúrio - que é altamente tóxico. Quando elas são quebradas, o produto evapora rapidamente e pode ser inalado. Nas lâmpadas incandescentes, além do vidro, podem ser aproveitados os componentes metálicos. Sendo assim, é recomendado que os consumidores procurem postos especializados e preparados para a realização desses processos.

Prejuízos ao ambiente

O óleo de cozinha despejado no ralo da pia acaba indo parar nos rios. Como o produto não se mistura com a água, forma uma película na superfície dos rios que impede a troca de oxigênio, colocando em risco as espécies que vivem ali.

Um litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida, provocando ainda a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, contribuindo para a ocorrência de enchentes.

Lei dos Resíduos Sólidos

Em agosto de 2010, foi sancionada uma lei, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (clique aqui e confira). Para Cecília, trata-se de um marco na luta em defesa do Meio Ambiente. O projeto de lei faz distinção entre resíduo (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) e rejeito (o que não é passível de reaproveitamento). A lei se refere-se a todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, da construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores mercuriais, agrosilvopastoril, da área de saúde, perigosos etc.

Um dos destaques da lei é a política de responsabilidade compartilhada, envolvendo a sociedade, empresas, prefeituras e governos estadual e federal na gestão dos resíduos sólidos. Estabelece, ainda, que as pessoas terão de acondicionar de forma adequada o lixo para o recolhimento do mesmo, fazendo a separação onde houver a coleta seletiva.

Rede de Reserva

A ambientalista alerta para a logística de reserva. ''Os fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores realizam o recolhimento de embalagens usadas." Foram incluídos nesse sistema produtos como agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, todos os tipos de lâmpadas, eletroeletrônicos e medicamentos.

Pontos de Coleta

Em Juiz de Fora, existem pontos para coleta dos resíduos. O óleo de cozinha pode ser entregue em duas padarias do Centro, localizadas na avenida Getúlio Vargas, 813, e na rua Santo Antônio, 694. Já as pilhas podem ser depositadas no Papa Pilhas dos Correios, na rua Marechal Deodoro, 470, e na Avenida Getúlio Vargas, 455.

Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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