Cidade

Segunda-feira, 29 de dezembro de 2008, atualizada às 17h08

Corpo de Bombeiros monitora áreas de risco em Muriaé. Trinta bairros estão ameaçados de deslizamentos



Priscila Magalhães
Repórter
Madalena Fernandes
Revisão

O Corpo de Bombeiros de Muriaé, juntamente com engenheiros da Prefeitura e assistentes sociais, está monitorando as áreas de risco da cidade. Segundo o comandante do 2º Pelotão de Bombeiros Militar de Muriaé, tenente Patrick Tavares Gomes, há áreas de risco em 30 bairros da cidade. Nesta segunda-feira, 29 de dezembro, a prioridade foi vistoriar os bairros Aeroporto, Vila Cavalier e São José.

Famílias estão sendo retiradas dos locais onde há risco iminente de desabamento. Já são 99 pessoas desabrigadas e cerca de duas mil desalojadas. Segundo o tenente, o rio Muriaé já baixou e não há mais pontos de alagamento. Apesar disso, os Bombeiros fazem o monitoramento do rio a cada três horas.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, seis locais foram determinados para abrigar as famílias atingidas pelas chuvas. Só no mês de dezembro, 14 pessoas já morreram em Minas, sendo sete na Zona da Mata. Em Muriaé, duas crianças foram soterradas na última sexta-feira, 26 de dezembro, na rua Liga Muglia, 449, bairro Aeroporto. No mesmo local, outras três foram resgatadas com vida. Em Cataguases, um homem de 57 anos morreu afogado na enxurrada no dia 18 deste mês. Quatro pessoas também foram soterradas por uma encosta em Ervália, no último dia 16. Todas faleceram.