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    Quinta-feira, 11 de novembro de 2010, atualizada às 18h30

    Censo penitenciário traça o perfil profissional dos detentos do Estado

    Aline Furtado
    Repórter

    Termina no dia 30 de novembro o censo penitenciário do Estado de Minas Gerais. Em Juiz de Fora, presidiários da Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires e do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional de Juiz de Fora (Ceresp) respondem, desde agosto, ao questionário.

    A intenção é obter dados que auxiliarão a traçar o perfil profissional dos detentos. "Estamos abordando as aptidões e os talentos, além da ocupação, da experiência de trabalho e da educação", destaca o superintendente de atendimento ao preso da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Guilherme Faria Soares.

    Ele explica que a secretaria já conta com informações a respeito do nível de escolaridade, da faixa etária e do tipo de crime cometido pelos detentos. A partir de agora, a Seds passa a contar com um banco de dados mais específico, que vai apresentar informações como empregos anteriores e vocações, por exemplo.

    Os dados coletados nas unidades prisionais do Estado durante o censo serão analisados e cruzados com um banco de vagas de trabalho oferecidas por empresas parceiras. As entrevistas estão sendo realizadas por técnicos, assistentes sociais, médicos e psicólogos do sistema, sob coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    A realização do censo penitenciário faz parte do programa Começar de Novo, lançado no último dia 4, fruto de uma parceria entre a Seds, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o CNJ. O objetivo do programa é proporcionar a reinserção social de presos, assim como possibilitar o retorno dos mesmos ao mercado de trabalho.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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