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    Quarta-feira, 30 de novembro de 2011, atualizada às 19h10

    Juiz de Fora deverá ter crematório e cemitério vertical até o final de 2013

    Jorge Júnior
    Repórter
    cemiterio

    A criação de um crematório e de um cemitério vertical em Juiz de Fora, que foi apontada durante audiência pública, em julho deste ano, na Câmara Municipal como alternativa para solucionar os problemas dos 15 cemitérios da região já tem data prevista.

    De acordo com as informações da assessoria da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) da Prefeitura, a primeira fase do projeto deverá ficar pronta até o final de 2013. O espaço terá o nome Memorial de Juiz de Fora.

    A obra está sendo construída em um terreno de 50 mil m², no bairro Marilândia, próximo a pista do Aeroporto. No local, 42 mil lóculos serão construídos, sendo que 10% serão destinados aos indigentes da cidade, como prevê legislação municipal. A estimativa é de que o empreendimento custe R$ 55 milhões. Ainda de acordo com a SAU, a construção do cemitério irá gerar de 350 a 400 vagas de empregos direto. O feito é um empreendimento particular, que envolve cinco empresários.

    Obra causa polêmica

    Com a chegada do crematório e do cemitério vertical, proprietários de terrenos do entorno temem que a construção prejudique o meio ambiente. O Portal ACESSA.com recebeu a denúncia de uma internauta, dizendo que o local onde a obra está sendo feita é uma área de preservação ambiental. Ainda de acordo com a delação, moradores da região estariam realizando um abaixo-assinado para que a obra seja vetada. No entanto, a assessoria da SAU afirmou que o departamento está fiscalizando a obra de perto. Além disso, o órgão descartou a possibilidade de haver prejuízo para a população e o meio ambiente.

    O ecologista Theodoro Guerra explicou que a construção de um crematório deve ser feita com cautela, uma vez que o projeto irá armazenar cinzas humanas. Segundo Guerra, é fundamental que os cuidados sejam redobrados, para que não ocorra nenhum tipo de poluição na atmosfera. "Se a obra for bem feita, o impacto terá uma menor intensidade. Filtros e aparelhos de controle de poluição atmosférica também devem ser implantados." 

    O ecologista destacou que o monitoramento da obra tem que ficar a cargo da Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). "O licenciamento deve ser em nível estadual." Com isso, a SAU informou que, por meio de um convênio com a Semad, todas as questões de documentação estão sendo verificadas pelo município. O projeto arquitetônico e o licenciamento já foram aprovados.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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