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    Quarta-feira, 14 de dezembro de 2011, atualizada às 19h18

    Comerciantes reclamam de demora na demolição de prédio atingido por incêndio na Getúlio Vargas

    Jorge Júnior
    Repórter
    predio

    Prestes a completar dois meses do incêndio que assolou seis prédios comerciais e um residencial no Centro de Juiz de Fora, moradores e comerciantes dizem estar sendo prejudicados com o atraso na demolição do prédio de sete andares, onde funcionava uma loja de borrachas.

    "Estou com medo do que pode acontecer com o prédio, ainda mais com as chuvas fortes. Além disso, registramos queda de 95% no movimento, porque os clientes estão com medo de entrar na loja", diz o funcionário de um estabelecimento de manutenção de celulares, Alexandre Franco, que trabalha em uma loja, localizada em uma galeria na avenida Getúlio Vargas. Franco também diz que o cheiro da fumaça está muito forte. "Com o cheiro, tenho receio de ter algum problema pulmonar."

    Para o proprietário de uma loja de fotografia, Ricardo Silva Russi, a situação é a mesma. Segundo Russi, desde o dia em que aconteceu o desastre, o estabelecimento teve uma queda de 50% no movimento. "Acabaram com a calçada da rua. As pessoas estão passando do outro lado da via, com isso, estou perdendo a clientela." O comerciante conta que, como o movimento na loja diminuiu, ele está com dificuldade de pagar o aluguel do local. "Estou esperando uma solução da Prefeitura, mas ninguém ainda deu um parecer. Vai passar o Natal e o Ano Novo e nós vamos continuar nesta situação", lamenta.

    O amolador Valdemar da Silva, que mora no prédio residencial que permanece interditado, conta que seus três filhos estão na casa de familiares em outro bairro. "Estou sem ver meus filhos e isso me deixa triste. Eles estão sentido falta dos brinquedos e das roupas deles. Outro problema é que estou tendo que pagar o aluguel da casa, sendo que não estou morando nela.

    No entanto, a assessoria da Secretaria de Assistência Social (SAS) afirma que, no mês passado, o órgão realizou uma reunião com os moradores e outra com atendimentos individuais, fazendo o cadastro das pessoas e avaliando a necessidade de cada um. A SAS afirmou que todas as crianças que estavam alojadas em locais distantes das escolas receberam vale-transporte. Além disso, três famílias solicitaram isenção do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), e o caso está sendo avaliado. Sobre o auxílio-aluguel, o Portal ACESSA.com não obteve resposta da Prefeitura.

    Demolição ainda não tem data marcada

    Na tarde desta quarta-feira, dia 14 de dezembro, várias secretarias municipais, engenheiros da empresa contratada para efetuar a demolição e proprietários do prédio de sete andares, reuniram-se para iniciar o planejamento do serviço, que será feito manualmente e tem previsão de ser executado em 60 dias. A reunião teve como objetivo estabelecer um plano de trabalho e ações de segurança necessários ao início da demolição do prédio de sete andares.

    De acordo com a assessoria da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), uma das medidas anunciadas inclui o nivelamento do piso do terreno, já desobstruído ao lado do imóvel, que deverá ser cimentado para suportar e facilitar o acesso dos maquinários. Apesar de que a demolição será manual, o uso de equipamentos especiais para garantir o acesso de profissionais pela parte superior do prédio será necessário.

    Segundo a SAU, a expectativa é que os engenheiros vistoriem o local nesta quinta-feira, dia 15, para que o plano de demolição e a data para o início dos serviços sejam divulgados.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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