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    Polícia Civil identifica novo esquema de pirâmide financeira em JF

    Usando as redes sociais, o esquema, bastante semelhante ao do caso Mister Colibri, promete dinheiro fácil aos participantes

    Raphael Placido
    Repórter
    15/2/2013
    pc

    A Polícia Civil (PC) de Juiz de Fora, por meio de investigações lideradas pela delegada Mariana Veiga Silva (foto abaixo), descobriu um possível novo esquema de pirâmide financeira na cidade, bastante semelhante ao caso Mister Colibri, tendo, inclusive, o envolvimento de várias pessoas que já participavam do antigo esquema, desmantelado em setembro do ano passado.

    Nesta sexta-feira, 15 de fevereiro, a delegada, juntamente ao promotor de Defesa do Consumidor, Plínio Lacerda, explicou como funciona o esquema. Desta vez, a empresa responsável atende pelo nome de Multi Click Brasil, e atua da seguinte forma: utilizando a rede social Facebook, os participantes são orientados a compartilhar mensagens publicitárias, e, assim, ganhar dinheiro e atrair novos investidores. A Multi Click tem sede em Balneário Camboriú (SC), e, segundo a delegada, estaria tentando entrar na cidade. "Funciona como a promessa de investimentos que seriam recuperados no futuro, dependendo do desempenho e da captação de novos membros, mas envolvendo juros exorbitantes e fora dos praticados pelo mercado. É preciso sempre desconfiar das promessas de ganhos fáceis", alerta Mariana.

    Segundo a delegada, ainda não foram identificadas novas vítimas, mas tudo indica que novas reuniões já estejam sendo realizadas, da mesma forma do caso anterior. "Nossas investigações apontam a existências de encontros, só que mais fechados. Cremos que são cinco pessoas, os cabeças do esquema. Eles serão ouvidos nas próximas semanas", afirma.

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    Apreensão

    Na última sexta-feira, 8, a partir de um mandado de busca e apreensão, a PC esteve na casa de um dos envolvidos, que, na época, representava a Mister Colibri. Lá, a PC apreendeu cerca de R$ 20 mil, inclusive em notas de dólar e euro, vários cheques com valores entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, material da empresa e milhares de bottons com a logomarca da Multi Click. A procedência do dinheiro e dos cheques ainda será investigada.

    operacaoO esquema vem sendo tratado pela polícia como uma continuação do caso Mister Colibri. "A partir do nosso acompanhamento, percebemos que as pessoas envolvidas estavam migrando para esse novo esquema. O representante já foi ouvido, e, por enquanto, segue o mesmo processo. Ele já prestou depoimento e as explicações não são convincentes", afirma a delegada. 

    Atividade Ilícita

    Para o promotor, a maioria dos consumidores não age de boa fé ao ingressar em esquemas desse tipo. "Ele não pode depois se valer de vítima para reivindicar o dinheiro investido de volta. Isso é uma pirâmide, uma forma de obter vantagem. É nosso dever proteger o pequeno investidor, mas trata-se de uma atividade ilícita. O que podemos fazer é alertar para que as pessoas não se envolvam. Estamos dando conhecimento à população, mas por se tratar de estelionato, o dinheiro não será recuperado, sendo repassado à União, conforme prevê a lei", alerta Lacerda.

    Os textos são revisados por Juliana França

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