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    Demlurb atende 50% das vias públicas de Juiz de Fora com coleta seletiva

    No entanto, dados do departamento mostram que apenas 10% da população faz a separação correta do lixo

    Lucas Soares
    Repórter
    14/05/2016

    A gestão de resíduos sólidos nas cidades da Zona da Mata ainda carece de melhorias, conforme mostrou reportagem do Portal ACESSA.com no último sábado, 7 de maio. Em Juiz de Fora, por exemplo, apenas 50% das vias públicas do município são rotas dos três caminhões que fazem a coleta seletiva, segundo dados do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb).

    No entanto, de acordo com a engenheira do Demlurb e coordenadora do Aterro Sanitário, Gisele Pereira Teixeira (foto ao lado), atender metade das ruas do município com o serviço, por enquanto, é o suficiente. "A adesão é muito baixa por parte da população, infelizmente, por mais que a gente faça trabalho de divulgação. No plano de saneamento, nós fizemos um diagnóstico dessa coleta e a adesão fica em torno de 10%. Ou seja, você abrange uma região, mas daquela região, apenas 10% coloca o lixo separado, limpo, no horário certo, para a coleta seletiva", explica.

    O também engenheiro do Demlurb, Marco Aurélio Miguel (foto acima), ressalta um dado importante levantado durante os estudos feitos pelo departamento. "Nós temos três rotas de coleta seletiva, sendo que uma passa especificamente nos condomínios da cidade. Essa é a que tem a maior adesão, que gera um produto final e renda para os catadores da Associação Municipal dos Catadores de materiais Recicláveis e Reaproveitáveis de Juiz de Fora (Ascajuf)", afirma.

    Diante dessa situação, Gisele garante que o trabalho de conscientização feito pelo Demlurb vem de décadas, e que os resultados ainda podem demorar a aparecer. "Nós fazemos campanhas constantemente, fazemos reuniões com catadores, às vezes eles vão até de porta em porta divulgando. É um trabalho contínuo, de formiguinha mesmo. Fazemos palestras nas escolas, exposições nas ruas. A população tem que passar por uma mudança de hábito. Nestes trabalhos de divulgação que fazemos, percebemos que as crianças já têm um pensamento bem diferente do adulto e do adolescente, estão sendo preparados desde pequenos. Em um horizonte de 10 a 20 anos, acredito que as pessoas já saibam lidar com lixo normalmente: o que é reciclável e o que não é, saber separar e fazer a entrega voluntária", comenta.

    Desperdício

    Em 2015, o Demlurb encomendou um estudo gravimétrico de todo o lixo gerado na cidade, de forma a potencializar a coleta seletiva na cidade. Nele, foram coletadas 69 amostras e foi possível observar quais bairros geram uma maior quantidade de resíduo reciclável. Por outro lado, entre as cerca de 460 toneladas de lixo produzidos pela cidade por dia, mais de 50% é lixo orgânico. "O estudo mostrou que mais de 50% é comida", diz a coordenadora.

    Custo

    Apesar de ser mais financeiramente mais viável a utilização de aterros sanitários em comparação ao processo de reciclagem, o Executivo vem se movimentando para diminuir esse custo e, paralelamente, conscientizar a população. "Nós temos os Postos de Entrega Voluntária (PEV's), uma nova modalidade que estamos inserindo, que permitirá ao cidadão levar o seu lixo reciclável ao local. Assim a gente otimiza a questão do transporte. Os caminhões têm um custo elevado e, se ele não conseguem coletar lixo, pioram mais ainda. Os custos, basicamente, são de um motorista, três ajudantes e combustível", conclui Marco.

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