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    Projeto mobiliza moradores do Centro de Juiz de Fora para ações de coleta seletiva e ambiental

    Ecolixo do Bem é uma iniciativa popular que pretende mobilizar ações responsáveis para tratamento do lixo produzido na cidade

    Angeliza Lopes
    Repórter
    19/05/2016

    Com a intenção de tratar assuntos e atitudes responsáveis relacionadas ao consumo consciente e tratamento adequado do lixo produzido em Juiz de Fora que surgiu o projeto Ecolixo do Bem. A proposta, elaborada por 25 voluntários moradores da região Central, tem como objetivo implementar ações 'piloto' juntos aos prédios, estudantes, coletores de materiais recicláveis e frequentadores do entorno da Igreja São Sebastião, com atuação no 'quadrilátero' da rua Olegário Maciel até o Parque Halfeld. A ideia foi abraçada pela Arquidiocese de Juiz de Fora que pretende ampliar, posteriormente, o projeto para toda a cidade e pelo Portal ACESSA.com, que é o divulgador oficial da campanha e lança nesta sexta-feira, 20 de maio, o Caderno Ecolixo do Bem.

    O coordenador geral do projeto, Adelmo Resende de Carvalho (foto), explica que base do projeto nasceu do tema apresentado na Campanha da Fraternidade ecumênica deste ano pelo Papa Francisco, que pretende unir a sociedade para pensar nos problemas relacionados ao meio ambiente. “Independente da fé, temos que nos unir para cuidar da nossa casa comum. Se nós não preservamos nossos espaços comuns, teremos consequências futuras”, destaca.

    O Ecolixo do Bem começou a ser elaborado em abril, com pesquisa de campo com 89 moradores do entorno do Parque Halfeld e 12 síndicos. As perguntas questionavam assuntos relacionados ao hábito de separar o lixo orgânico do reciclável, como enxergavam o serviço de coleta de lixo da cidade, a relação com os coletores de recicláveis. “A maioria disse que não possui habito de separar os resíduos e que os prédios não têm este serviço. Alguns citaram a dificuldade de acompanhar a coleta regular do Demlurb e a maioria tem uma imagem ruim dos coletores”, relata o coordenador.

    Outro problema apontado pelos observadores do grupo e pessoas entrevistadas é a associação entre a venda de recicláveis com o consumo de drogas na região e sujeira vista no Parque Halfeld. “Sabemos que muitos dos coletores são pessoas unidas à associações e que fazem um trabalho autônomo sério e muito importante para a sociedade, mas alguns usam este dinheiro para o consumo de drogas. Temos que elaborar formas de trabalhar estes dois lados da questão”, afirma Carvalho, que partiu destas questões levantadas nas pesquisas para construir ações concretas de transformação exemplo para todo o município.

    Partindo do princípio da formação de um novo olhar ecológico integral, os organizadores do projeto fixaram quatro princípios básicos para a elaboração das ações, que são:

    • Reeducar novos hábitos;
    • Boa vizinhança – ouvindo, atendendo e mobilizando todas as pessoas envolvidas na questão do lixo neste quadrilátero;
    • Olhar para a ecologia integral para o consumo consciente – relacionado ao acumulo de descartáveis, pensado também na formação de lixo eletrônico e outros bens, devido a exacerbação da necessidade do consumo desenfreado;
    • Valorização da casa comum – despertar do amor consciente ao espaço comum que frequentamos, motivando sua preservação voluntária;

    Lançamento

    O projeto Ecolixo do Bem será lançado nesta sexta-feira, 20 de maio, com estande associado a tradicional Feira Católica da Caridade, que ocorre no Parque Halfeld. Durante o evento, serão divulgadas as propostas iniciais da ação, sendo que no segundo dia os integrantes do Grupo Jovem Nova Vida, da Igreja São Sebastião, farão várias oficinas com materiais recicláveis, pintura de rosto e apresentação musical com o Ministério Música Jovem “Verbo Divino”, das 9h à 12h. As ações são abertas ao público.

    Adelmo Carvalho explica que a iniciativa possui cronograma para todo o ano, com visitas contínuas aos síndicos, treinamento dos coletores de materiais recicláveis que vão atender estes prédios, encontro com executivos para tratar sobre o desenvolvimento sustentável e gestão ambiental, em parceria com o IESPE, em junho, e um Concurso de Fotografia com tema meio ambiente com a participação de todos os juiz-foranos, em parceria com a ACESSA.com.

    Temos a intenção de criar um diálogo, pelo menos, duas vezes por semana, com os síndicos, para que eles possam adotar a coleta seletiva por meio dos coletores que serão treinados e escolhidos para o atendimento ao prédio ou pelo serviço da coleta do Demlurb, que é mais limitada. Os coletores que estarão envolvidos são os associados da Associação dos Catadores de Papel e Resíduos Sólidos de Juiz de Fora (APARES), com treinamento desenvolvido pelos profissionais da Biokratos: Consultoria Ambiental, PM e professores, durante três meses. Além da separação do lixo seco e orgânico, também vamos tratar das questões relacionadas ao lixo eletrônico e forma corretas de descarte e lixos contamináveis”. Todas estas questões serão pontuadas em um caderno que está sendo finalizado pelos organizadores da ação, que tem como objetivo conseguir 10 prédios exemplo até o final do ano.

    As parcerias também se estendem ao comércio da cidade, através do apoio da Associação Comercial e escolas públicas e privadas, que receberam palestras educativas sobre os assuntos. “O trabalho também será em conjunto com empresas que já enxergam os resíduos como um meio lucrativo e reaproveitável, por isso as parcerias se estendem, não só na responsabilização do tratamento do lixo, como em formas lucrativas de direcioná-los e reutilizá-los”, concluí Adelmo.

    Outros parceiros do projeto são todos os distritos do Rotary Juiz de Fora, Demlurb e Polícia Militar do Meio Ambiente.

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