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    Arquidiocese apadrinha e prevê ampliação do projeto Ecolixo do Bem em Juiz de Fora


    20/05/2016

    O projeto Ecolixo do Bem, que pretende conscientizar moradores da região central de Juiz de Fora para a separação do lixo reciclável do orgânico, foi apadrinhado pela Arquidiocese de Juiz de Fora. A intenção é que o modelo seja implementado no 'quadrilátero' da rua Olegário Maciel até o Parque Halfeld e depois aprimorado e expandido para outros bairros do município, através das paróquias das igrejas católicas. “A capilaridade que temos em todos os bairros e outras 36 cidades, que somam cerca de 800 mil pessoas, nenhum outro órgão possui. Isso pode nos ajudar a chegar até as pessoas para a conscientização sobre a separação do lixo e reciclagem”, afirma o Dom Gil Antônio Moreira.

    O bispo explica que a Arquidiocese já tinha iniciativas neste campo a partir da Campanha da Fraternidade deste ano, cuja o lema foi a preocupação com o saneamento básico. Uma comissão foi constituída sob a coordenação dos padres Tarcísio Marcelino Monay, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no bairro Bairu, e o Everaldo Borges, da Paróquia de Santa Terezinha, no bairro homônimo, para tomar iniciativas com este tema. Uma das ações foi o abraço simbólico do Rio Paraibuna no dia 28 de fevereiro, que mobilizou diversas instituições e dezenas de pessoas. "Na paróquia de Santa Terezinha captamos água da chuva que são reutilizadas em sete banheiros da instituição, coleta de óleo usado e replantio de árvores", completa padre Everaldo.

    “Junto a esta equipe, unimos forças com a Votorantim Metais, empresa que tem interesse em apoiar ações neste campo, e, agora a integração do projeto Ecolixo. Queremos dar um novo tratamento na questão do saneamento básico em Juiz de Fora, no campo sobretudo da conscientização da população, com mudanças de hábitos quanto ao tratamento do lixo”, destaca. A princípio, a metalúrgica deverá doar lixeiras coletoras de recicláveis, que serão instaladas nas igrejas.

    Os monitoradores técnicos do meio ambiente da Votorantim, Francisco Carlos da Silva e Rafael Mateus, explicam que a empresa possui interesse econômico na limpeza do Rio Paraibuna. “Para mantermos nossa indústria ligada, dependemos de duas usinas próprias, sendo que uma delas é no Rio Paraibuna, já a outra é no Rio do Peixe. A energia gasta pela empresa corresponde a quantidade gerada para abastecer toda a cidade de Juiz de Fora. Por isso, dependemos do volume de água do rio que passa pelo município e, infelizmente, não está limpo”.

    Silva completa que quando chove na cidade, a usina do Paraibuna precisa parar de duas a três horas para a retirada do lixo que desce no maquinário. “Para a empresa não parar, temos um banco de energia com a Cemig, sendo que também repassamos excessos do nosso reservatório para a Companhia, sempre maior que a quantidade que recebemos”, explica, complementando que a iniciativa da empresa se estende pelos próximos três anos

    Força motriz

    Para a expansão do projeto Ecolixo do Bem, Dom Gil diz que o apoio do clero e paróquias será fundamental. Ele diz que, inicialmente, o método 'piloto' aplicado no Parque Halfeld, a partir do dia 20 de maio, será analisado, revisado e aprimorado, para que possa ser pensado em outros 'quadriláteros' da cidade. “O primeiro passo para a ampliação conta com a conscientização do clero formado por 80 padres e 20 diáconos, com apresentação do projeto já desenhado e encaminhado. Depois eles vão passar a desenvolvê-lo dentro de sua paróquia, com o auxílio dos ajudantes. Os meios de comunicação da Arquidiocese também farão parte desta disseminação da ideia e os professores das 10 escolas católicas que temos, com a conscientização através do ensino. Esperamos em cinco a dez anos mudarmos a cara de Juiz de Fora, para que se torne um exemplo para todo o país”, detalha.

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