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    Terça-feira, 7 de junho de 2016, atualizada às 12h59

    Fórum Sindical aprova indicativo de greve para o dia 15 de junho

    Lucas Soares
    Repórter

    A assembleia extraordinária realizada pelo Fórum Sindical de Servidores Municipais de Juiz de Fora na manhã desta terça-feira, 7 de junho, na Praça da Estação, decidiu que o grupo deve entrar de greve a partir da próxima quarta, 15.

    De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu-JF), Amarildo Romanazzi, a expectativa é para paralisação que ocorre nesta sexta-feira, 10. "É greve mesmo a partir do dia 15. Ontem (segunda) tivemos uma avaliação com um especialista, que está fazendo um parecer para a gente contra a administração, e temos a novidade que é o Sindicato dos Médicos, que vai deflagrar essa greve também a partir do dia 15. Estamos buscando aumentar o movimento, mas cedendo a possibilidade de entrar de greve amanhã, deixando para o dia 15, para mostrar a sociedade que queremos que a negociação aconteça", diz.

    A coordenadora-geral do Sindicato Municipal dos Professores (Sinpro-JF), Aparecida de Oliveira Pinto, conta que a pauta de negociação foi protocolada ainda em dezembro do ano passado. "No dia 15 de janeiro nós já estávamos em negociação com a Prefeitura, fazendo a discussão logo que o Ministério da Educação (MEC) soltou o piso salarial nacional. O que está em discussão é que o prefeito se esconde atrás de uma legislação eleitoral, de 1997, e que não é verdade o que ele argumenta. Com outros prefeitos já assinamos recomposição das perdas em maio, junho... Em abril, a Prefeitura fez uma proposta de escalonamento do reajuste para pagar parte em agosto e a outra em novembro. Tivemos outra discussão e só em maio surgiu essa história de legislação eleitoral", afirma.

    Romanazzi lembrou do histórico do movimento desde o início das negociações. "A reivindicação é fazer a Prefeitura sair da zona de conforto, que alega a lei eleitoral. Nós já provamos para eles que isso não é verdade, tivemos prefeitos que deram a reposição em outras datas. O Bruno está mentindo. Ele mandou uma proposta para o Sinpro, uma para o Sinágua, uma para o Sinserpu. As três categorias rejeitaram o fracionamento do IPCA e agora vem com essa lei. Se essa lei fosse aplicável, por que apresentariam a reposição fracionada? A categoria não aceita. Ele mudou o golpe. A lei impede o ganho real, mas não impede a reposição. A constituição permite isso", conclui.

    Greve

    Por outro lado, o Sindicato dos Trabalhadores e do Serviço de Água de Juiz de Fora (Sinágua-JF) pode aderir à greve já nesta terça, de acordo com o resultado de uma assembleia que será realizada às 15h desta terça. "Eles falam que acertaram o índice com todos os sindicatos e que nós negamos. É mentira. A nossa data base é em março e eles deram em junho. Entre março e maio, eles querem dar vinculado ao faturamento e a categoria não concorda. Hora nenhuma foi oferecido o reajuste na data certa e isso precisa ficar claro", explica o presidente do Sinágua, Edinaldo Ramos.

    Após a assembleia, os servidores seguiram em manifestação pelas ruas do Centro de Juiz de Fora. Segundo a Polícia Militar (PM) a manifestação reuniu cerca de 500 pessoas. Na sexta feira, 10, a assembleia ocorre às 8h, também na Praça da Estação. Em nota a Prefeitura afirmou que "por força da decisão judicial, que  estabeleceu o limite da recomposição salarial do funcionalismo entre 01 de janeiro e junho de 2016, a Prefeitura está obrigada a seguir esses valores apontados pela Justiça. Qualquer ato que busque um aumento contra o que determina a decisão, portanto, será um ato ilegal e o eventual aumento daí proveniente será nulo, prejudicando a totalidade dos servidores. A administração pública informa que tem o dever legal de agir contra a formação de uma greve que é claramente imprópria, além de lesiva para a população, pois o movimento de alguns sindicatos reivindica benefício contra a lei e contra a decisão da Justiça. Essa mesma responsabilidade da Prefeitura garantiu os salários dos servidores rigorosamente em dia desde o início da atual gestão, ao contrário de centenas de cidades e estados. " A assessoria destacou, ainda, que os serviços não foram afetados.

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