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    Nome do Colunista Juliana Machado 29/08/2016

    Meio ambiente, transporte, conforto e afins...  

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    Prezados amigos, eu confesso: eu ando de ônibus. Na sociedade em que vivemos essa frase soa muito mal ainda mais se você tiver carro. “Você é doida”; “Cadê seu carro?”.  Peço sincero perdão, não me julguem, sou uma pessoa boa, pode acreditar. Infelizmente nem sempre posso me dar ao luxo de usar o transporte público (oi?) porque há lugares onde trabalho em que o acesso é mais complicado, tendo em vista horários e deslocamentos. Porém, sempre que posso, perdoem-me mas eu ando de ônibus.

    Muitas vezes acho mais confortável. Mais econômico. Mais ecológico. Coletivo. Não preciso me preocupar com o trânsito, com local para estacionar. Posso usar o tempo para checar emails, minhas redes sociais ou escrever no bloco de notas do meu celular (como agora). Vejo gente e sinceramente sou dessas que gosta disso. Não serei hipócrita de dizer que são sempre momentos maravilhosos, bucólicos e enobrecedores. Há irritação com os horários, os veículos lotados, trajetos por vezes demorados. Mas em um mundo ideal, talvez nos moldes europeus em que o transporte público é farto, confortável, eficiente e diversificado, eu provavelmente nem carro teria, juro. Não me venha oferecer psicóloga para que eu aprenda a gostar de dirigir. Eu já gosto. Mas gosto mais ainda de liberdade, de desapego de “eu-comigo-mesma”.

    Compactuo com um ponto de vista recentemente abordado em algum programa de TV de que cada vez mais as pessoas vêm preferindo viver experiências a ter coisas. Isto vai ao encontro da perspectiva ecológica também, não acham? Quantos passageiros cabem em um ônibus ou metrô? Quanto de combustíveis fósseis poderíamos economizar em queima se deixássemos nossos possantes em casa? Quanto de gases poluentes não lançaríamos, preservando a já frágil saúde da Terra? É algo que no mínimo poderíamos pensar... Obviamente precisamos de uma sociedade com estrutura muito mais suficiente para suportar esse paradigma de viver e não ter.

    Muitos avanços ainda são indispensáveis na esfera política, bem como na infraestrutura das cidades e na mentalidade das pessoas. Ainda somos treinados a acreditar que quem anda de ônibus é pobre, não bem sucedido. Que rico TEM, não importa o quê. Porém penso que aos poucos, ao longo do tempo não é impossível que modifiquemos nosso olhar. E por enquanto, me desculpe, mas na medida do possível, eu vou continuar andando de ônibus.


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