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    Terça-feira, 22 de novembro de 2016, atualizada às 18h

    Moradores desalojados fazem manifestação no Parque Halfeld

    *Bruno Caniato

    Um grupo de ex-moradores de um prédio no bairro Jardim dos Alfineiros, na Zona Norte, realizou manifestação em frente ao Fórum Benjamin Colucci, no Parque Halfeld, por volta das 16h desta terça-feira, 22 de novembro. O edifício em questão encontra-se interditado pela Defesa Civil desde janeiro deste ano por risco de desabamento; ao todo, dezesseis famílias encontram-se desalojadas.

    O advogado Pedro Mourão representa os inquilinos no caso contra a construtora Sanluz. "Estamos pleiteando que seja declarada a rescisão dos contratos de compra e venda dos apartamentos por culpa da empresa, e o pagamento de indenização às famílias nos valores dos imóveis", explica. Segundo ele, o processo teve início em 2014, antes da interdição do prédio, e a empresa não cumpre as determinações judiciais a favor das famílias. "A Justiça já deferiu uma liminar determinando que a empresa pague os aluguéis dos moradores desalojados – decisão essa que eles vêm descumprindo – e, ainda,  que tome as medidas de Engenharia necessárias para que o prédio não caia, que também não está sendo cumprida", declara.

    Desalojamento

    Há quase dez meses, os moradores encontram-se impedidos de entrar em seus apartamentos, sendo forçados a alugar outras residências ou mudar-se para casas de amigos e parentes. A dona de casa Simone de Melo ressalta que a manifestação é um pedido de Justiça para as famílias. "Não estamos querendo nada de ninguém. A gente tá aqui reivindicando o que é nosso", afirma. "Se nós compramos e teve algum problema, é obrigação da empresa nos indenizar."

    O cozinheiro industrial José Fernandes teve dificuldades para encontrar outro local com a esposa e as duas filhas pequenas. "Quando o prédio foi condenado, nós viemos para a rua. Eu fiquei quinze dias na rua, minha família sendo jogada de um lado pro outro, minhas coisas presas no prédio", relata. "O juiz determinou em liminar que a construtora pagasse nosso aluguel ou um hotel, e até agora eles não mostraram nenhum interesse em assumir sua responsabilidade. Enquanto isso, estamos vivendo aí nesse sofrimento", lamenta.

    O vereador Zé Márcio (PV) está acompanhando a tramitação do caso na Justiça desde o começo. "Há denúncias de irregularidades na construção do prédio, erros grosseiros de engenharia observados pelos próprios moradores durante a construção", esclarece. De acordo com o vereador, foram colocadas escoras metálicas para segurar o edifício e a construtora não pagou o aluguel das estruturas. "O proprietário da empresa sumiu, as escoras não podem ser retiradas porque o prédio cai... ele simplesmente ignora a Justiça e o caos que essas famílias estão vivendo, e os moradores vieram aqui hoje para pedir que o caso não caia no esquecimento", conclui.

    O Portal ACESSA.com tentou contato com a empresa, mas não obteve retorno.

    Bruno Caniato é estudante de Jornalismo da UFJF

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