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    Sábado, 8 de abril de 2017, atualizada às 10h

    Confira dicas para não errar na hora de comprar peixes

    Da redação

    O mercado de vendas de peixe, durante o período da Quaresma - tradição cristã iniciada há séculos, está aquecido em Minas Gerais. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o crescimento gira em torno de 20% e, na Semana Santa, ele chega a dobrar em relação a outras épocas do ano.

    De olho no aumento da demanda, peixarias e supermercados reforçam os estoques e  anunciam promoções, mas o consumidor deve ficar atento na hora de escolher o peixe que irá levar para casa.  O primeiro ponto a ser observado é a refrigeração. “No caso dos locais que vendem peixe fresco, o produto deve estar coberto por uma camada espessa de gelo. Indicamos que na hora de fazer a compra no supermercado, ele deve ser o último item da lista, para não ficar muito tempo fora do ambiente refrigerado”, explica a assessora técnica de Pesca, Piscicultura e Meio Ambiente da Emater-MG,  Vanessa Gaudereto.

    Segundo a especialista, o peixe deve estar com olhos brilhantes, salientes, sem manchas brancas ao centro. Além disso,  o olho do pescado deve ocupar toda a cavidade ocular. As brânquias devem ser da cor rosa ao vermelho intenso, úmidas e brilhantes. Já as escamas, precisam estar bem aderidas ao corpo, brilhantes e sem manchas.  “Se tiver a oportunidade, o consumidor deve solicitar ao atendente que aperte a carne do pescado com o dedo. Se a marca do dedo não desaparecer em pouco tempo, escolha outro peixe, pois possivelmente este não está fresco”, diz a assessora.

    No caso do peixe salgado e seco, conhecido no Brasil como bacalhau,  a dica é verificar se ele não  está amolecido, sem manchas escuras ou avermelhadas. O local de venda deve ser bem limpo, protegido, sem a possibilidade contato dos clientes, que não devem tocar no produto para evitar contaminação. 

    Congelados

    No caso dos peixes congelados, a dica é ficar de olho na embalagem. “O primeiro ponto é verificar se ele possui selo de inspeção federal ou estadual. A temperatura de refrigeração também está indicada na embalagem e deve ser seguida pelo estabelecimento. Outro ponto importante é a ausência de líquidos na embalagem. Se houver, indica que o peixe já foi descongelado e congelado novamente”, explica a assessora da Emater-MG.

    De acordo com Vanessa Gaudereto, o consumidor também deve sempre estar atento ao cheiro do pescado. “Cheiro muito forte não é um bom sinal. A carne do pescado é muito perecível, por isso pode estragar mais rápido que as outras, além de ser um ótimo alvo para micróbios, que podem se multiplicar rapidamente em temperaturas de entre 5 ºC até 65 ºC”, diz.

    Para o descongelamento do peixe, a melhor forma é sob refrigeração, ou seja,  colocando o pescado numa bacia, dentro da geladeira, de um dia para o outro, e sem retirar ou abrir a embalagem original.  “Se não houver muito tempo, o descongelamento em água também é viável, mas com alguns cuidados. O peixe deve ser imerso em uma vasilha com água, devidamente embalado, para não entrar água. De preferência a bacia deve ficar dentro da geladeira,  principalmente se a temperatura ambiente estiver muito elevada”, afirma a assessora da Emater-MG.

    Para quem tiver ainda mais pressa,  a utilização do micro-ondas também pode ser uma opção, mas pode ser que o peixe acabe cozinhando, antes mesmo do descongelamento total. Assim ele perde sua estrutura e alguns nutrientes com o aquecimento inadequado.

    Piscicultura em Minas Gerais

    Minas Gerais conta com 4653 piscicultores. A maioria é formada por produtores familiares.  A espécie mais produzida no Estado é tilápia.

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