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    Sexta-feira, 12 de maio de 2017, atualizada às 11h41

    Inquéritos apontam falsa comunicação de crime em casos de estupros em JF

    Da redação

    A titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher da Polícia Civil de Juiz de Fora, Sheila OIiveira (foto ao lado), indiciou uma mulher de 21 anos por denunciação caluniosa, considerado um crime contra a administração pública. Segundo a delegada, a mulher procurou a Polícia Militar (PM) alegando que foi mantida em cárcere privado dentro de uma casa e que teria sido abusada sexualmente.

    "Ela contou que teria conhecido uma pessoa pelas redes sociais, marcado um encontro, e depois ter sido levada à força para dentro do apartamento dele. Lá, ela teria sido mantida prisioneira durante todo o final de semana, sendo liberada só na segunda-feira. Só que nada disso aconteceu. Ela já conhecia essa pessoa pessoalmente, se comunicavam há muito tempo pela internet e ela foi porque quis. Os dois são maiores de idade. Ela ficou com medo de alguma represália da família e resolveu mentir para a polícia, inventando uma história mirabolante, que poderia ter levado esse homem para a prisão", explica a delegada.

    Um outro caso semelhante também foi resolvido pela Delegacia da Mulher, que envolve uma adolescente de 14 anos.Na ocasião, a suposta vítima procurou a PM alegando que foi sequestrada e estuprada por um homem. "Ela mudou a versão três vezes e ainda tentou montar uma quarta. São versões muito bem elaboradas, ela demonstrou inteligência para esse tipo de coisa. Ela acusou pessoas que não teriam nada a ver com a história e poderia, também, ter levado pessoas inocentes à prisão. Quando os policiais descobriram a verdade, a pessoa que estava sendo acusada mostrou, por livre e espontânea vontade, os prints das conversas com essa adolescente, que ela ironizava e ria do trabalho policial, além de falar que tinha sido o final de semana mais feliz da vida dela e destacando o que precisou fazer para ficar com ele", comenta Sheila.

    A delegada chama atenção para a reação fria da adolescente, já que o caso tomou muitas proporções nas redes sociais. "Ela teve uma reação muito fria, não derramou uma lágrima e não demonstrou nenhum tipo de remorso ou arrependimento por ter feito todo mundo de bobo. Ela enganou a família, policiais, imprensa e profissionais do HPS, que tratavam dela, preocupados. A mãe esta desempregada, a levava para o hospital, à delegacia para prestar depoimento, sem contar os investigadores, que deveriam estar investigando coisas que realmente aconteceram", lamenta. A adolescente, como é menor de idade, vai responder por ato infracional análogo à denunciação caluniosa.

    Falsas denúncias

    De acordo com a delegada Sheila Oliveira, as falsas denúncias de crimes cometidos contra a mulher são comuns na pasta. "Infelizmente isso acontece. Os profissionais que trabalham aqui precisam estar se reciclando, para não levarmos à prisão pessoas inocentes. A Delegacia da Mulher é muito usada para a resolução de conflitos pessoais. Casos desse tipo não ajudam vítimas que passam por situações verdadeiras, pois gera uma banalização e a própria mulher cai em descrédito. Isso (descrédito) já é tão comum, nós mulheres somos massacradas com essa questão de preconceito, a sociedade sempre culpa a atitude da mulher, de vestir uma roupa ou ter uma conduta. Esse tipo de comportamento em nada ajuda para eliminar o preconceito que sofremos", finaliza.

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