Cidade

Sexta-feira, 16 de maio de 2008, atualizada às 18h12

Donos dos carros encontrados na fazenda de Bejani depõem na CPI e membros da Comissão reagem com estranheza



Priscila Magalhães
Repórter

Marco Vitório Macacchero e Georgimar Ferreira, donos dos carros encontrados na Fazenda Liberdade, do Prefeito Alberto Bejani, prestaram depoimento na CPI, que investiga o desvio de recursos públicos e o enriquecimento ilícito do chefe do Executivo, na tarde desta sexta-feira, 16 de maio.

Ambos explicaram como os dois carros foram comprados. Segundo o relator da CPI, vereador Bruno Siqueira, Macacchero disse que recebe uma aposentadoria de R$ 2 mil e, às vezes, tem a ajuda da mãe, também aposentada, que recebe mensalmente R$ 5 mil. "Ele comprou um carro de R$ 100 mil em dinheiro vivo, já que guardava dinheiro em casa".

Em depoimento, Georgimar Ferreira disse que comprou o carro, no valor de R$ 75 mil, juntando um dinheiro que tinha na poupança, R$ 24 mil, e um empréstimo de R$ 50 mil, que fez com o ex-secretário de Política Social e presidente do PTB, Rogério Ghedin. "Ele disse que ganha cerca de R$ 2.300 por mês e comprou a caminhonete nesse valor para vender gás", completa Siqueira.

O vereador reagiu com estranheza aos depoimentos. "Está tudo muito estranho e suspeito, pois são dois carros de valores muito altos pagos em dinheiro vivo". O presidente da CPI, vereador Isauro Calais, questionou a compra. "Como uma pessoa que ganha R$ 2 mil conseguiu comprar um carro desse?", coloca, mas diz que toda informação é importante para esclarecer os fatos.

Os próximos depoimentos acontecem na segunda-feira, 19 de maio, quando Luiz Carlos Mazocolli, advogado que vendeu a Fazenda Liberdade a Bejani, e Márcio Francisco de Oliveira, vizinho da fazenda e que vendeu parte de suas terras para que o prefeito aumentasse sua propriedade, vão depor.

Rogério Ghedin e a secretária de Saúde, Saneamento e Desenvolvimento Ambiental, Maria Aparecida Soares, também foram convocados, mas as datas ainda não foram agendadas.


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