Meio Ambiente

Novos rumos para a Mata do Krambeck Reunião no Conselho Estadual de Política Ambiental foi remarcada. Ama apresenta novos argumentos em defesa da reserva ambiental


Fernanda Leonel
Repórter
19/06/2007

Nesta terça-feira, dia 19 de junho, uma reunião em Belo Horizonte, pretendia debater a transferência do processo de licenciamento ambiental da construção de um condomínio na Mata do Krambeck do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Juiz de Fora (Comdema) para o Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

A decisão não foi tomada, porque uma das conselheiras pediu vistas do processo, ou seja, mais tempo para analisar os documentos. Uma nova reunião deve ser marcada, mas ainda não tem data prevista.

Um dos requerentes da transferência do processo, a Associação pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora (AMA/JF), comemora a decisão. Segundo a ONG, a conselheira, pelo histórico de representatividade em Defesa do Meio Ambiente que possui, pode ser favorável à manutenção da reserva de Mata Atlântica.

A polêmica da construção do condomínio existe antes mesmo que o Comdema emitisse a licença prévia para o projeto, permitindo parcelamento do solo. Segundo o advogado da AMA/JF, Aristides Coelho de Andrade, cerca de seis meses antes da decisão da primeira licença, o Fórum Mineiro de ONGs Ambientalistas e a Rede de Ongs da Mata Atlântica pediram que a discussão fosse realizada em nível estadual.

Na última sexta-feira, dia 15 de junho, a AMA/JF entregou para o secretário de Meio Ambiente, José Carlos de Carvalho, um decreto municipal do ano de 1987 que declara que Fazenda Malícia - uma das três áreas que compõem o residencial - é de utilidade pública para fins de desapropriação.