Meio Ambiente

Alerta contra as queimadas Órgãos ambientais já estão de prontidão e lançaram o alerta para que a população também faça a sua parte e evite as queimadas


*Guilherme Arêas
Colaboração
14/07/2007

Os meses entre junho e novembro inspiram cuidados especiais quando falamos em preservação ambiental. A falta de chuva, a baixa umidade relativa do ar e a temperatura elevada para o período são fatores que favorecem o surgimento das queimadas naturais e aquelas provocadas pelo homem.

Os órgãos ambientais já estão de prontidão e lançaram o alerta para que a população também faça a sua parte e evite as queimadas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de janeiro a julho, o Brasil já registrou mais de 67 mil focos de calor. Só em Minas, esse número alcança a casa dos dois mil focos. Nos dados do Instituto Estadual de Florestas (IEF), foram registrados 1.280 focos de calor em todo o Estado, entre janeiro e junho deste ano.

Trabalhando contra as queimadas

O dados comprovam que o alerta deve ser mantido. Nesta semana, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) realizou um trabalho de limpeza no Parque da Lajinha e em parte da mata do Morro do Imperador. O objetivo é abrir aceiros para impedir a propagação de possíveis incêndios nas matas. Os aceiros são procedimentos obrigatórios, segundo a lei de preservação ambiental. A limpeza de um terreno também é uma forma de combater a propagação do fogo em caso de incêndio.

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) também atenta para as queimadas. A previsão de um período seco mais longo em 2007 mantém em alerta a Força-Tarefa Previncêndio, equipe de combate a incêndios florestais formada por diversos órgãos do Governo do Estado. A coordenadora da Força-tarefa, Cláudia Melo, destaca que a maior preocupação é com as regiões Norte, Noroeste e Jequitinhonha, naturalmente secas.

Cláudia explica, ainda, que os focos de calor não significam necessariamente um incêndio. "Os satélites identificam os pontos quentes e a confirmação do incêndio depende da verificação dos mapas de vegetação do Estado, das autorizações emitidas pelo IEF para queimas controladas e da checagem pelas equipes de terra", afirma.

Em Juiz de Fora, 511 focos de incêndio foram registrados em matas, segundo o assessor do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, capitão Santiago. Do total, cerca de 90% são provocados por ações humanas, como jogar cigarro na mata, acender velas em rituais religiosos próximo à vegetação e realizar queimadas de forma descontrolada.

"Nesse período de estiagem, os oito bombeiros do projeto "Bombeiro no Bairro" realizam a Operação Estiagem, orientando toda a comunidade em relação aos cuidados que devem ter com os terrenos baldios e com as queimadas", afirma o capitão Santiago.

foto da Argentina foto do Uruguai foto do Paraguai

O capitão Santiago orienta, ainda, para que a população tenha paciência nessa época do ano, pois os vários chamados para o Corpo de Bombeiros acabam atrasando os atendimentos à população.

Como evitar incêndios em matas:
  • Fazer queimadas somente com autorização do Ibama e de forma controlada, com a construção de aceiros/barreiras que impedem a propagação das chamas. O aceiro pode ser feito em forma de vala ou limpeza do terreno de modo a obstruir a passagem do fogo.
  • Apagar com água o resto do fogo em acampamentos para evitar que o vento leve as brasas para a mata.
  • Não jogar pontas de cigarro próximo a qualquer tipo de vegetação.
  • Não acender fogo a menos de 15 metros do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica.
  • Não realizar queimadas numa distância inferior a 15 metros de rodovias e ferrovias.
  • É proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. O indivíduo que cometer o crime ambiental terá que responder a processo, com possibilidade de prisão, e deverá pagar multa pelo dano ambiental causado.
  • Em caso de incêndios, o Instituto Estadual de Florestas – IEF (0800 283 2323), o Corpo de Bombeiros (193) devem ser avisados o mais depressa possível. É bom lembrar que o trabalho pesado deve ser deixado para pessoas capacitadas.

Fonte: Demlurb

*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo da UFJF

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