Seus Direitos


Não funciona. E agora?

Quem reclama, consegue

O Procon é um alidado, mas, em boa parte dos casos, o consumidor que reclama é atendido diretamente pelo fornecedor, sem problemas.

A assistente administrativa Valdiza Aparecida Morais de Paula, comprou uma embalagem com mini-pacotes de biscoito. Ao pegar um dos pequenos pacotes e sacudir, pôde constatar que estava vazio. Ela ligou para o telefone gratuito de atendimento ao cliente da fábrica e foi atendida. Um mês depois, vieram trocar o saquinho vazio lacrado por outro biscoito. Mais tarde, ligaram para Valdiza dando a satisfação. A embalagem de teste de evasão tinha caído em meios aos outros pacotes, sendo mandada para venda por engano. Hoje, ela continua comprando o biscoito e pensa que vale à pena reclamar. "Todo processo tem falha. O bom foi que eles deram atenção e ressarciram o produto, reconhecendo o valor do cliente. Se não fosse assim não continuaria comprando tanto o biscoito dessa marca", avalia.

Refrigerantes, bombons, gilete, chocolate, barra de cereal, batata frita, requeijão, celular. A lista de produtos com problemas que Ricardo Fraga Lopes já encontrou parece brincadeira. Mas, mesmo com tantas reincidências, o webmaster, não cansa de reclamar. E, em todos os casos, segundo ele, obteve bons resultados ao reclamar.

Os refrigerantes sem gás e com substância estranha foram trocados, bem como o refil de barbeador que veio sem uma lâmina, a caixa de bombom vazia, o requeijão estragado, a batata sem catchup, o cereal com bicho e os chocolates endurecidos. A conta do celular veio cobrando ligações que a promoção dizia ser de graça. No mês seguinte veio o desconto. O "sortudo" (como intitula-se) esclarece "por menor que seja o valor, o cliente tem o direito de consumir integralmente o produto pelo qual pagou".