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    Os diálogos que todos nós já tivemos... ou vamos ter Juliano Nery lança Diálogos Possíveis, livro que retrata os diálogos
    comuns a todos os relacionamentos


    Guilherme Arêas
    Repórter
    07/11/2008

    "diga a verdade: o que você teria preferido? - ter sido o meu grande amor ou ter feito história em minha vida?..."

    "tem certeza de que não está se esquecendo de nada?..."

    "como pode? disse que eu espero demais das pessoas..."

    "sempre a mesma coisa. toda noite toma este chá de camomila, engole cinco bolinhas do 35 da 'almeida prado' e escuta vinícius na velha vitrola do quarto. não se cansa de ser sempre igual?..."

    Assim mesmo. Sempre com reticências no final, sem letras maiúsculas ou indicação sobre quem são os personagens. Essas quatro perguntas iniciam cada um dos quatro capítulos de Diálogos Possíveis, livro lançado pelo jornalista Juliano Nery (foto abaixo), através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura Murilo Mendes.

    Inicialmente escrito para ser uma peça teatral, o livro apresenta quatro situações em que as relações e reações pessoais entre dois personagens são constantemente questionadas através dos diálogos.

    Diálogos Possíveis trata com fidelidade aspectos das conversas e discussões comuns nas relações afetivas. Mas o autor alerta que, assim como as famosas DR (discussões de relação), os diálogos do livro não são conclusivos. "Eu não tenho a audácia de resolver os questionamentos que são colocados", pondera.

    Nery já recebeu retorno de alguns leitores que, entre outras reações, se identificaram e se divertiram com os diálogos do livro. "Todo mundo passa por isso", explica.

    Perguntado sobre até que ponto o gosto pessoal pelos bate-papos interferiu na construção do livro, ele foi direto ao ponto: "Gosto muito de conversar. Perco a hora conversando com os outros". Não é a toa que o autor inicia o livro com a dedicatória única e exclusiva "às conversas intermináveis."
    A forma como expressão do conteúdo

    Foto de Juliano Nery Se Diálogos Possíveis recorre às conversas que todos nós já tivemos ou vamos ter algum dia, a forma como os diálogos são escritos destaca a originalidade do livro.

    No início das frases, as letras maiúsculas dão espaço às minúsculas. A explicação é simples: "As letras minúsculas remetem a uma coisa que não tem cerimônia. Os diálogos não têm cerimônmia", lembra o autor.

    Sobre as reticências, que encerram cada uma das falas dos personagens, Nery volta a se referir à dificuldade de conclusão dos temas discutidos em um relacionamento. "O ponto final é mais definitivo. As reticências representam os fluxos contínuos das conversas. Este livro é inacabado. Não tem um final", revela.

    Já antes do lançamento do livro, que também deve ser lançado em Manhuaçu, Caratinga, Teófilo Otoni, Rio de Janeiro e São Paulo, Nery revela que já foi contactado por uma produtora de cinema do Rio, que se interessou pelo trabalho do autor. "Para fazer alguns roteiros de cinema, as produtoras contratam pessoas específicas para fazerem os diálogos", explica.

    Com os recursos da venda da primeira edição de Diálogos Possíveis, que saiu com tiragem de mil exemplares, Juliano Nery espera relançar o livro em uma segunda edição ou investir em uma nova publicação, dessa vez em um formato mais tradicional, o romance.

    O lançamento de Diálogos Possíveis acontece nesta sexta, 7 de novembro, às 19h30 na Casa de Cultura (avenida Barão do Rio Branco, 3327. Centro).

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