Festival 2008
Quinta-feira, 31 de julho de 2008, atualizada às 17h
Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga pode se tornar bem imaterial
Repórter
O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga pode ser o próximo evento da cidade registrado como bem imaterial. A exemplo do que já foi feito com a Banda Daki (leia a matéria sobre a banda em 2006) e com o Apito do Meio-dia, o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, pretende tornar o festival, oficialmente, patrimônio juizforano.
A idéia foi acatada pelo prefeito José Eduardo Araújo, que diz assinar o decreto assim que a documentação estiver pronta. A notícia chega no momento de balanço do festival 2008 e de preparo da 20ª edição do evento.
Neste ano, o festival atraiu 80 mil espectadores em 31 apresentações, mantendo casa cheia em todos os espetáculos. Dos 678 alunos nas oficinas, 400 são de Juiz de Fora. Os números divulgados pela instituição são interpretados como altamente satisfatórios e deixam a expectativa pela vigésima edição do evento.
"Ficamos novamente contentes porque saiu tudo de acordo com o planejado. Como já esperamos
isso devido ao know-how adquirido, a expectativa maior é quanto ao impacto. E
observamos que foi tudo bem assimilado. Alunos e professores indicam que está num crescente"
, diz o vice-presidente do Pró-Música, Júlio César Sousa Santos, sem deixar de citar o
impacto econômico benéfico para a cidade.
Segundo Júlio, tudo o que o
Pró-Música idealizou para o festival desde o início foi concretizado
nessas duas décadas. "Agora chegou a hora de pensar quais serão os novos rumos, ou podemos
passar mais 20 anos cultivando os mesmos objetivos com qualidade. Por enquanto ainda não há
nada consolidado"
, afirma.
Por ser temático, o evento é considerado inovador desde o princípio. As últimas datas redondas tiveram como celebração especial o registro de concertos pela TVE (10º Festival) e a gravação do repertório da Orquestra Barroca em DVD (15º Festival). As propostas para o próximo ano ainda são um mistério, mas tudo indica que, depois de interpretar obras do período clássico nas últimos anos, a formação volte ao Barroco.
Júlio dá a dica por meio de uma metáfora musical: "a sanfona estica, mas depois precisa
fechar para sair o som bonito de novo."
Números do festival
- 80 mil pessoas assistiram aos concertos
- 753 músicos nos concertos noturnos
- 297 músicos nas apresentações no Calçadão
- 678 alunos nas oficinas
- 50 professores
- 37 oficinas
- 31 concertos e apresentações
- 30 musicólogos participantes
- 01 exposição com 30 obras
- Lançamento de um livro e um CD
- 944 hospedagens contratadas em hotel
- 210 alojamentos, sendo 2.940 diárias
- 150 refeições gratuitas no Restaurante Universitário, sendo 2.110 durante o festival
- 2.529 refeições contratadas
- 05 patrocinadores
- 11 apoiadores
- 12 estagiários de turismo
- 10 voluntários no atendimento
- 07 formações musicais de alunos do Festival
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