Partindo do interesse das crianças em relação ao hábito de colecionar, a diretora do Museu Ferroviário de Juiz de Fora, Ana Maria Ribeiro de Oliveira, organizou uma exposição de selos e cartões telefônicos com foco na evolução da história ferroviária em Juiz de Fora. Trata-se da mostra "Coleções".
"Eu queria que as crianças entendessem o que é um acervo, e uma delas associou
o termo à coleção que eles fazem, então, para que eles entendessem que o acervo
é uma coleção do coletivo, decidi fazer a exposição. O tema partiu de um interesse
antigo em trabalhar a evolução do trem na cidade"
.
Ao todo, Ana reuniu 20 selos e cartões que foram digitalizados, ampliados e reunidos em dez quadros que pretendem contar a história do trem desde a maria-fumaça, passando pelo trem diesel, até chegar no trem-bala.
Para reunir as imagens, Ana contou com a ajuda do colecionador e negociador de selos, Sérvulo Nunes, e também de Manuel Monachesi, que coleciona selos de ferrovia e foi um dos responsáveis por montar o acervo do Museu.
A diretora comenta que a exposição tem cumprido seu papel de "despertar o interesse
das pessoas para o que Juiz de Fora tem de bom"
. Os quadros estão expostos em
uma localização estratégica, ao ar livre, eles atraem o olhar do pedestre, que
se interessa por ver de perto e em conhecer o Museu.
Trata-se de uma exposição didática, inovadora que partiu de um critério cronológico
para ser desenvolvida. Ana acredita que esse é o grande atrativo da exposição porque
"desde criança somos induzidos a aprender as coisas na ordem evolutiva e isso
está enxuto na exposição"
.
Para Ana, Coleções é uma maneira de o espectador se inteirar mais da história de
Juiz de Fora de uma forma atípica, já que a exposição não acontece em uma galeria
de arte e sim em um local de passagem. "Nós temos uma plataforma em terra de
um Museu que ninguém sabe que é museu"
, lamenta.
Além disso, a exposição pretende mostrar para as pessoas que as coleções são registros
históricos de uma época. "Os acervos são formados assim, é um trabalho de pesquisa,
de documentação e, acima de tudo, preservação histórica"
, diz.
Segundo Ana, a escolha pelos selos partiu de um interesse pessoal pelas artes plásticas que são traduzidas nos selos. A proposta da mostra é usar o conceito das artes e da coleção, para passar uma mensagem, no caso, a história da ferrovia em Juiz de Fora.
A exposição fica em cartaz até o dia 30 de julho, no Museu Ferroviário (Av. Brasil, 2001 - Centro), de 09h às 17h (segunda a sexta) e de 09h às 13h (sábado e domingo).
*Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF