Educandário Carlos Chagas Há 73 anos a instituição busca a socialização entre os jovens
*colaboração
02/05/2005
Fundado em 1932, por iniciativa de Eunice Gabbi Weaver, o Eduncandário
Carlos Chagas está há mais de sete décadas em Juiz de Fora (73 anos).
No ínício, a instituição atendia os filhos sadios de hansenianos que buscavam orientação e proteção. Atualmente, é administrada pelo Rotary Club de Juiz de Fora (Distrito Industrial) e abriga, aproximadamante, quarenta adolescentes, dentre eles alguns portadores de necessidades especiais e órfãos.
Compromisso
De acordo com Nilza Cassiano, psicóloga responsável pelo acompanhamento dos
jovens, a principal preocupação do Educandário é a reintegração dos assistidos
na sociedade. "Muitos adolescentes que abrigamos têm problemas familiares e,
no período que ficam aqui na instituição, fornecemos suporte psicológico e
educacional para que ele se equilibre e possa voltar para casa"
, diz
Nilza.
Apesar do número elevado de assistidos, a individualidade de cada um deles é respeitada para que se sintam à vontade. Exemplo disso é um dos quartos ocupados pelas meninas que tem as paredes cobertas por cartazes e pôsteres de artistas.
Reinserção
O processo de reintegração dos jovens na sociedade ocorre de forma gradual,
através de pequenas ações, como a permissão para que os meninos joguem
futebol na quadra da escola que freqüentam e não na da instituição. Assim,
"os jovens convivem com outras pessoas da mesma idade e com histórias de vida
diferentes e vão aos poucos sendo aceitos pela sociedade novamente"
, relata a
psicóloga.
Os adolescentes têm também a oportunidade de freqüentar cursos de office-boy, de office-girl e de informática oferecidos pela Prefeitura e que preparam os jovens para o mercado de trabalho.
Além disso, em parceria com a Belgo Mineira, é desenvolvido dentro do Educandário o Programa Construindo o Futuro, que proporciona o primeiro emprego aos adolescentes.
Responsáveis por embalar pregos, os jovens trabalham um turno e recebem meio
salário mínimo. "Esse programa é muito importante para nós, porque temos a
oportunidade de um emprego e ficamos conhecidos na empresa"
, comenta Marcos
Paulo Pugliese, empacotador responsável hoje por supervisionar os outros
jovens empregados.
Além do incentivo profissional, Nilza afirma que outra preocupação da
instituição é a educação dos assistidos. "Todos os adolescentes estudam em
escolas próximas ao Educandário e têm aulas de reforço escolar pela manhã ou
pela tarde oferecidas por voluntários"
, completa.
Segundo a psicóloga, o número de pessoas realmente compromissadas com o
serviço voluntário é muito pequeno - "muitas telefonam, dizem o que têm a
oferecer, marcam um horário para visita e nem aparecem. Outras vêm nos
conhecer, falam que dia vão começar a nos ajudar, mas não voltam"
,
relata.
Atualmente, a instituição conta com alguns voluntários responsáveis pelas atividades esportivas e pelo artesanato.
Para ajudar
As doações para o Educandário Carlos Chagas podem ser feitas através de depósito bancário:
Razão social: Sociedade Eunice Weaver de Juiz de Fora
BANCO ITAÚ - AG. 3165 C/C 000528-5
BANCO do BRASIL - AG. 3205-0 C/C 5195-0
Se você quer encaminhar algum outro tipo de doação, é só enviar para:
Rua Eunice Weaver, s/n - Bairro Carlos Chagas
Juiz de Fora - MG.
O telefone de contato é: (32) 3221-1826
*Rita Couto é estudante do 3º período de Comunicação Social da UFJF
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