Direitos Humanos
Instituto Bruno Vianna
Apoio clínico e educacional a pessoas surdocegas
e múltiplo-deficientes pela paralisia cerebral
Repórter
15/09/2006
Qualidade de vida a pessoas surdocegas com múltiplas deficiências pela
paralisia cerebral. Inserção na família, na escola e na
sociedade como um todo. Proporcionar independência, comunicação, capacitação
profissional e relacionamento com o mundo. Estes são alguns dos objetivos do
Instituto Bruno Vianna, criado em 3 de janeiro de 2000, em Juiz de Fora.
Quem conta como funciona a instituição é a psicopedagoga, que aprofundou seus estudos sobre pessoas especiais, e também coordenadora geral do Instituto, Maria do Carmo Vianna.
Um pouco da história
Capacitação de profissionais
Tudo começou com o nascimento do sobrinho-neto de Maria do Carmo, em 1997, que teve meningite e precisou ficar internado por dois meses no CTI. As seqüelas primeiras percebidas pelos familiares foram a motora e a visual. Somente depois de um ano é que viram que Bruno tinha deficiência auditiva. Em busca de ajuda em Juiz de Fora para pedir orientação, Maria do Carmo se deparou com pessoas sem conhecimento de como ajudá-los.
"Fui buscar orientação em outras cidades, com outras pessoas"
. E encontraram em São
Paulo uma instituição que trabalha com a surdocegueira. "Levamos o Bruno e
fiz um curso de especialização no Mackenzie sobre pessoas especiais"
, conta.
Passados três anos, em 2000, resolveram trabalhar com pessoas surdocegas e
também com múltiplas deficências. A fisioterapia, fonoaudiologia e a
orientação familiar foram os primeiros serviços prestados pela entidade
filantrópica, sem fins lucrativos, que surgia na cidade. Primeiro,
em casa, depois na escola que trabalhava e iam também na residência de alguns
assistidos. "Logo no início, começamos com cerca de dez atendimentos. Antes de
completarmos um ano, já eram 20"
, conta a coordenadora. Atualmente, seis
anos depois, em média 62 pessoas são atendidas, 38 assistidos e diversas pessoas cadastradas
esperando atendimento.
E a evolução não pára por aí. Se, em 2000, eram sete voluntários trabalhando em prol da entidade, agora sãos mais de 40 pessoas, entre funcionários, voluntários atuantes e prestadores de serviços.
O atendimento aberto a toda comunidade veio em 2002, quando o Instituto
conseguiu a autorização municipal de utilidade municipal. "Hoje, nós já temos
a utilidade estadual, federal e o certificado de Assistência Social em
processo. Somos cadastrados no Conselho de Pessoas com deficiência, da
criança, da Assistência Social e da Saúde"
, conta.
Em 2003, receberam um prêmio do Conselho Municipal de Assistência Social de Juiz de Fora pelos serviços prestados em âmbito municipal. No dia 15 de setembro de 2006, o Instituto será homenageado pela Embrapa que reconhece a dedicação da instituição a seus assistidos.
Trabalhos desenvolvidos
São diversos trabalhos desenvolvidos na entidade. Na Saúde, existe a área de reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia, integração sensorial e comunicação alternativa. O Instituto faz encaminhamento para clínica médica e algumas vezes é possível que especialistas como neurologistas, ortopedistas, pediatras, psicólogos atendam no Instituto Bruno Vianna.
Librasadaptadas
Aulas na comunidade
Vivência durantecapacitação de profissionais
Na Educação, há projetos de apoio escolar; aulas de braile e libras adaptadas; orientação mobilidade; aula de dança e música; oficina pedagógica, com atividades como Artes e Papelaria.
Na área de Assistência Social, de acordo com a ficha sócio-econômica da pessoa e depois de ter sido encaminhada a órgãos públicos, a instituição oferece cesta básica, cadeira de rodas, remédios e tutor (espécie de tala acrílica que impede o encurtamento dos nervos). A família também recebe apoio através de palestras, cursos, atendimento psicológico, participa de cursos na Escola de Pais (como os de costura, velas, tricô, cabelos...).

Festa Junina em 2006

Curso de papelaria

Dia das Crianças em 2003
Para que a comunicação com a comunidade aconteça são realizados eventos que promovem a integração como nas atividades do Recrear, elaboradas por alunos de Educação Física. "A comunidade é convidada a participar das brincadeiras como voluntários", explica Maria do Carmo. Este ano, por exemplo, no Dia das Crianças, sete vizinhos da instituição e cinco doadores foram convidados a participar da festa, assim como acontece nas festas de fim de ano. Existem cursos elaborados especialmente para capacitação de profissionais internos e externos.
Colabore
Maria do Carmo agradece o apoio da comunidade, porque são as doações que ajudam a manter a entidade. Mas ainda buscam parceria com o poder público.
Para cadastrar a pessoa que você conhece com paralisia cerebral, surdocegueira e múltipla deficiência e para colaborar com a instituição, você pode ligar para (32) 2102-4334, que a instituição busca a doação em sua casa ou pela Caixa Econômica Federal, Ag. 1471, Conta poupança 1025-0. Para conhecer o Instituto Bruno Vianna, o endereço é na Rua Paula Lima, 243, no Jardim Glória.
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