Projeto Construindo bem viver
Iniciativa capacita e gera renda para comunidade carente
da Vila São Jorge, no bairro Poço Rico, em Juiz de Fora
Colaboração*
02/12/2006
Os moradores da Vila São Jorge, no bairro Poço Rico, buscam transformar a realidade em que vivem com as próprias mãos. Desde 2002, o projeto Construindo o Bem Viver atua na comunidade, com o objetivo de capacitar e gerar renda através do esforço conjunto de todos.
Iniciativas como aulas de inglês gratuitas e a produção de doces e salgados
fazem parte da rotina de quem está envolvido com o projeto. Na cozinha da casa
paroquial da igreja Menino Jesus de Praga 12 jovens aprendem a produzir doces
e salgados. Maria Inês Reis (na foto, à esquerda), assistente
social responsável pelo projeto, explica que se aprende muito mais.
"Aqui eles conversam sobre os temas do dia a dia, além de se
integrarem e se conhecerem melhor. Isso reflete no relacionamento
em casa, e na integração da comunidade com o resto do bairro"
, conta.
Keila Santos (na foto abaixo, segunda à esquerda),
uma das alunas do projeto, concorda. "O tempo que a gente ficava na
rua era desperdiçado. Agora eu aprendo e posso ensinar aos outros,"
diz.
Para Rafael Souza (foto), o aprendizado não fica só na aula.
"O que eu aprendo a fazer aqui, também posso fazer em casa"
.
Parcerias
O Construindo o Bem Viver conta com o auxílio de algumas empresas
privadas para se sustentar. Atualmente, recebe uma colaboração do
Fundo da Solidariedade da Arquidiocese de Juiz de Fora. Porém, o recurso
termina neste mês. "Como o Fundo tem que contemplar várias outras
iniciativas, não sabemos se vamos continuar a receber a ajuda. Por isso,
precisamos de parceiros que criem um convênio conosco"
, alerta Maria Inês.
O curso funciona durante três dias na semana, na igreja do Menino
Jesus de Praga
(Rua Pinto de Moura, 70). Inês afirma que as parcerias são fundamentais
para a continuidade do projeto. "Gostaríamos de trabalhar durante todos
os dias, mas não temos como bancar todos os custos, e ainda não há saída
suficiente para isso. Um hospital da cidade nos propôs uma parceria
de compra mensal, mas se não tivermos apoio para produzir não temos como
aceitar"
, explica.
Como colaborar?
O projeto precisa de parceiros
que possam firmar um convênio, de maneira a garantir a permanência das atividades.
Os alunos do projeto produzem sob encomenda, inclusive com cestas especiais para o Natal.
Os interessados podem entrara em contato pelo telefone 3211-2664
(Casa Paroquial da Igreja).
*Renato Costa é estudante do 10º período de jornalismo da UFJF
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