Instituto Médico Psico-Pedagógico - IMEPP Associação atende crianças e adolescentes com algum distúrbio de comportamento e pessoas com deficiência mental
Colaboração
12/04/2007
Contribuir para o aprendizado de crianças e adolescentes, preparando-os para o mundo e levantar a bandeira da inclusão para as pessoas com algum tipo de deficiência. Assim, o Instituto Médico Psico-Pedagógico (IMEPP), realiza o seu papel em Juiz de Fora desde 1973, uma associação beneficente que trabalha com crianças e adolescentes com algum distúrbio de comportamento e pessoas com deficiência mental.
A associação atende, atualmente, a 204 crianças e adolescentes da rede municipal de ensino que apresentam alguma dificuldade de aprendizado. No Instituto eles recebem tratamento terapêutico, denominado atendimento especializado, onde eles têm seções de psicoterapia, fonoaudiologia, psicopedagogia e psicomotricidade. Também são atendidas 50 pessoas com alguma deficiência que fazem parte do ensino especializado.
A chegada de crianças ao Instituto se dá pelo encaminhamento da Secretaria Municipal
de Educação e Conselho Tutelar, através da Supervisão de Atenção a Educação
na Diversidade.
"Se a escola perceber que uma criança está com algum problema, ela encaminha
para a secretaria e
nós recebemos. Fazemos daqui um centro de convivência, aqui eles se sentem especiais.
A diferença não existe e eles nos fazem crescer muito"
, diz a diretora do Instituto,
Ana Maria Vieira Pinto(foto abaixo).
Há nove anos como diretora, Ana soma experiências nesse meio.
"Já estava
envolvida com a questão da deficiência mental. Trabalhei 16 anos em uma
penitenciária, vi muitos meninos serem presos e percebi que todos eles tinham
dificuldade de aprendizado"
, conta.
Um fator predominante para esse quadro, segundo Ana Maria, está na falta de "referências",
"exemplos", para as crianças atualmente.
"A criança não tem um modelo forte, um exemplo. Nem no meio familiar, nem na vizinhança.
Aqui, muitas vezes, passamos a ser essa referência"
.
Enumerar todos os problemas que afligem esses jovens não é tarefa
fácil. Questões como a violência urbana e doméstica, problemas na família, desemprego e fome
são alguns dos obstáculos a serem vencidos.
"Primeiro temos que resolver a questão da educação, ter
a criança na creche, uma ação social efetiva, escolas mais preparadas e toda a população
estar voltada para a causa", diz a diretora.
Nesse contexto de melhoria, a palavra inclusão ganha enorme dimensão.
É como afirma a Coordenadora Pedagógica do Instituto, Eveline Moreira,
responsável pela área do ensino
especializado. "Temos
como objetivo que as crianças e adolescentes
possam trabalhar com autonomia para que eles não encontrem tantos obstáculos e se sintam
mais seguros dentro da sociedade"
.
No ensino especial, o aprendizado vai desde a alfabetização até posturas de etiqueta.
Eveline reconhece
que o processo
é lento, porém gratificante. "O processo é lento, mas
comemoramos todas as etapas. Desde eles conseguirem
tomar banho sozinhos, alimentarem, irem ao banheiro e se alfabetizarem"
, conta.
Atualmente o IMEPP conta com 30 funcionários e a coordenadora destaca a filosofia
implantada pela associação. "Nossa filosofia
é que educar é respeitar o conhecimento intuitivo do aluno. Ou seja, é ensinar
coisas da vida diária. Trabalhamos adoçando as diferenças e derretendo preconceitos"
.
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