Direitos Humanos
Segunda-feira, 21 de janeiro de 2008, atualizada às 16h57
Fila de espera para transplantes cresce mais do que número de cirurgias realizadas
Repórter
Na fila à espera de um rim estão 456 pessoas, enquanto 150 esperam por uma córnea. A tendência é que a fila só aumente, já que o número de doações mensais é menor que o número de pessoas que entram na fila. É o que diz a coordenadora da Central de Transplantes de Juiz de Fora, Ellen Christina de Almeida.
"Cerca de três pessoas entram na fila, todo mês, para receber uma córnea. O ideal
é que oito doações sejam realizadas para que possamos diminuir esta fila. No caso do rim
é pior ainda, porque mais de quatro pessoas se inscrevem mensalmente"
, explica.
Para ela, o número de pessoas que aguardam uma córnea não é grande, pois a doação é mais fácil.
"O órgão pode ser doado até seis horas após o óbito e não é necessário exame
de compatibilidade"
.
Mas no caso do rim, a fila é considerada grande pela coordenadora do da Central.
"Mas não é só em Juiz de Fora que a fila é grande. Isso acontece no país todo, porque
é um órgão que deve ser doado por pacientes que sofreram morte encefálica e este número é
muito menor. Além disso, é necessário realizar testes de compatibilidade"
, explica.
A fila é única para os dois casos, mas existem prioridades em caso de urgência, como olho perfurado, rejeição à córnea nos 30 dias após o transplante e impossibilidade de continuar um tratamento renal. Para Ellen, a falta de informação prejudica os trabalhos para aumentar o número de transplantes.
"Falta conhecimento da equipe médica, que às vezes demora a detectar a morte
de um paciente, e também das famílias, que podem doar, mas têm medo do tráfico de órgãos.
É preciso uma orientação para que elas vejam a importância de proporcionar uma vida melhor
a alguém ou salvar uma vida"
, ressalta a médica.
Seja um doador
Quem deseja ser um doador e/ou saber mais informações sobre os transplantes, o telefone da Central de Transplantes de Juiz de Fora é (32) 3222-4700.
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