Quinta-feira, 03 de abril de 2008, atualizada às 11h
Hemominas de Juiz de Fora faz campanha para aumentar o número de cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea
*Colaboração
Hemominas de Juiz de Fora começa um ciclo de campanhas nesta quinta-feira, dia 03 de abril. Ao todo vão ser realizadas quatro, com o intuito de conscientizar o doador de medula e de ampliar o número de cadastros no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Vão ser montados estandes de atendimento à comunidade para realizar o exame e conscientizar o doador, além de esclarecer as dúvidas sobre o cadastro e sobre o procedimento da doação em si.
Na quinta-feira, dia 03, a campanha acontece na Escola de Enfermagem Elisabeth Rombach (Rua Batista de Oliveira, 680), às 18h30. No local, o doador pode retirar cinco mililitros de sangue para fazer a histocompatibilidade genética e, se comprovada compatibilidade com algum paciente na fila de espera, efetuar a doação posteriormente.
Na sexta-feira, dia 04, os funcionários do hemocentro se deslocam para o Instituto de Ciência Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Juiz de Fora, entre 10h30 e 12h. Segundo a responsável pela captação de doadores do hemocentro Ana Eliza Alvim, cerca de 80 alunos vão participar da ação, mas na quarta-feira e na quinta-feira, dias 09 e 10, a equipe do Hemominas retorna à universidade para realizar um trabalho com os calouros, estudantes e toda a comunidade.
No sábado, dia 12 de abril, entre 8h e 16h30, a campanha vai ser realizada na cidade de Caxambú e o intuito é sensibilizar cerca de mil pessoas do município. Segundo a diretora do hemocentro de Juiz de Fora, Andrea Nicolato, as campanhas são muito importantes pois são uma ferramenta de sensibilização da sociedade.
"Nós queremos contribuir para o aumento no número de cadastrados no
Redome,
pois assim aumentam as chances dos pacientes que estão na fila de espera. É
importante frisar que em não-parentes a chance é de que haja compatibilidade de um
a cada cem mil"
, comenta Andréa.
Para efetivar a doação, é preciso que o doador esteja em perfeitas condições de saúde. O ato implica em uma internação por, no mínimo, 24 horas. Após realizar a doação, é possível que, nos primeiros três dias, o doador sinta desconforto no local, mas normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.
De acordo com o hemocentro, a doação é realizada, em geral, na cidade mais próxima do paciente, pois debilitado, deve evitar viagens, mas os gastos são todos custeados pelo governo.
*Renata Solano é estudante de Comunicação Social na UFJF
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