Infa tem atendimento em várias áreas a preço diferenciado Psicologia, fonoaudiologia, capacitação para o mercado de trabalho e orientação jurídica estão entre os serviços oferecidos pelo Instituto da Família
Repórter
24/07/2008
Ligado ao Movimento Familiar Cristão (MFC), o Instituto da Família (Infa) foi criado em Juiz de Fora há seis anos. O modelo de trabalho já existia no Infa/Rio, há mais de 30 anos.
Em Juiz de Fora, o Infa tem como patrono o padre Jaime Snoek e proporciona atendimento nas áreas de psicologia, psicopedagogia, neuropsicologia, fonoaudiologia, pedagogia, psicomotricidade, serviço social e jurídica.
A diretora geral do Infa/JF, Rita Rola Ragone Martins, explica que o grupo que deu origem à entidade é ligado à igreja católica, mas diz que se trata de um movimento ecumênico, que já conta com voluntários de outras religiões.
Segundo Rita, a sede era um porão, que foi totalmente reformado para abrigar as atividades do Infa. Os serviços funcionam no andar térreo da Associação de Lar e Amparo Feminino (Alaf), que é coordenada pelo MFC.
"Passamos o ano de 2002 angariando fundos e reformando o espaço, que abriu as
portas efetivamente em maio de 2003"
, recorda.
Remodelada, área ganhou sete salas de atendimento e uma biblioteca e videoteca (foto), além das salas de espera, secretaria e diretoria.
Hoje, o Infa/JF conta com 20 psicólogos, três fonoaudiólogos, um especialista em audiometria, quatro pedagogas, duas psicopedagogas, três assistentes sociais, um psiquiatra e um advogado.
Valor simbólico
Os atendimentos funcionam como em uma cooperativa. O tratamento não é gratuito, mas tem taxa diferenciada, definida caso a caso, após a avaliação do assistente social. Isso porque o instituto não quer ter caráter assistencialista, preferindo que seja pago um valor simbólico, conforme o estudo sócio-econômico.
"Nosso objetivo é a promoção humana,
pagando pelo serviço, a pessoa se sente mais valorizada"
, acredita Joaquina Maria
Junqueira, uma das voluntárias e membro da diretoria, frisando que o setor de terapia
familiar do instituto já se tornou referência na cidade.
Segundo Rita, nenhum pedido de inscrição para atendimento é recusado.
"Já tivemos de analfabeto a nível superior completo, o que um pode pagar equilibra
o que outro não pode"
, diz Rita, explicando que o
dinheiro arrecadado é dividido entre os profissionais e o custo de material.
A manutenção é feita também por meio de recursos arrecadados com promoções, como bingos bailes e shows de prêmios, e sócios-contribuintes, que fazem doações mensais. Na sede do Infa, há também posto de coleta de material reciclável, que é vendido com o objetivo de comprar vale-transporte para os usuários que precisarem.
Diretoria, conselho diretor e até secretários são todos voluntários e não recebem qualquer tipo de benefício financeiro.
O valor arrecadado é flutuante e nem sempre é suficiente para pagar as contas fixas, como luz e telefone. Mas as atividades extras ajudam a cobrir as despesas e promover melhorias. Recentemente, foi possível comprar um audiômetro e um aparelho de Processamento Auditivo Central (foto da cabine).
Os usuários dos serviços têm sido indicados por escolas e profissionais que conhecem o
trabalho. Até hoje, nenhuma divulgação foi feita, além do boca-a-boca. Mesmo assim, há uma
lista de espera de 400 pessoas.
De acordo com Rita, a maior parte dos usuários é de crianças, mas a entidade ainda está implementando uma pesquisa para conhecer melhor o perfil de quem utiliza o serviço. O Infa possui também um convênio com a Central de Apoio e Acompanhamento de Penas Alternativas (Ceapa) e já recebeu 35 apenados desde 2004.
Atualmente, o Infa realiza uma média de mil atendimentos por mês. De 2003 a 2008, a soma chega a mais de 40 mil. Além das atividades clínicas e orientações, a instituição promove cursos de capacitação, como formação de babás e acompanhante de idosos.
Todas as atividades são desenvolvidas por profissionais capacitados e por voluntários do projeto. Quem tiver interesse em participar, basta entrar em contato com o Infa pelo telefone: (32) 3215-9989. As atividades são desenvolvidas à Rua Barão de Santa Helena, 68.
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