Sílvio Vieira
Com a ajuda de amigos, Sílvio já tem 17 anos
de dedicação ao trabalho voluntário
Colaboração*
26/06/2007
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Você já pensou em lançar uma campanha de arrecadação de cobertores e alimentos para ajudar as pessoas carentes? Difícil? É o que o militar reformado Sílvio Vieira faz durante todo ano e sem gastar nada em divulgação. É pedindo dinheiro e doações aos amigos, que ele, há 17 anos, entrega em nome do Rotary, centenas de cobertores e de cestas básicas a Instituições de Juiz de Fora e Matias Barbosa, todos os semestres.
Sílvio conta que em parceria com seu amigo, Antônio Carlos Estevão, entregam em média 1200 cobertores e o mesmo número de cestas básicas para instituições de caridade. Durante os seis primeiros meses do ano ele se mobiliza pelos cobertores que são doados em junho. Já no segundo semestre o alvo são os alimentos repassados para as famílias no natal.
Instituições como o Centro Espírita São Pedro, Sociedade Vicente de Paula são
algumas das cerca de 15 que recebem a doação. Segundo Sílvio,
o trabalho voluntário representa uma questão de tranqüilidade e felicidade
em ajudar o próximo. "Tenho uma satisfação em fazer esse trabalho. Penso
que se cada um fizesse sua parte, ajudando a outras pessoas, o mundo seria
muito melhor"
, destaca.
"Eu faço as coisas, mas não penso muito nisso. Esse trabalho está no sangue
da gente. Me envolvo tanto que sou procurado o dia inteiro para ajudar a
resolver problemas de algumas famílias"
, conta Sílvio. Além de cobertores
e cestas básicas, ele ainda distribui cartuchos de balas, roupas e bolas
no natal.
Guarda Mirim
Há quase quatro anos e meio, Sílvio participa da administração da Associação
de Proteção aos Guardas Mirins. Há quatro meses ele é presidente da instituição
e se orgulha do seu pouco tempo de gestão. "Conseguimos levantar a instituição
e aumentar em cerca de 30% o número de contratação de mirins. Nosso objetivo
é que esse índice chegue a 100%. O que queremos é mobilizar os empresários para
que eles dêem mais empregos para esse meninos"
, destaca.
O envolvimento com os problemas de alguns mirins emociona o militar. "São
mais ou menos 300 mirins e muitos sustentam a família e são os responsáveis
por cuidar de mães e irmãos. A gente vê muitos problemas, chego até chorar
quando não há o que fazer. Esses meninos são disciplinados, responsáveis e
merecem uma oportunidade"
, se emociona.
Um começo curioso
Por volta de 1980, em um período de muito frio, a esposa de Sílvio lhe
perguntou se ele conseguiria arrumar 30 cobertores com seus amigos.
"Ela me disse que 30 famílias precisavam da ajuda. Eu já garanti de cara: 'Pode
falar com eles que já consegui'. Ela até me questionou: 'Mas você nem foi lá ainda'.
Mas reforcei que ia ter esses 30 cobertores"
, lembra Sílvio.
No mesmo dia, na reunião do Rotary, ele passou uma lista para os amigos que
pudessem fazer doação, assinassem. O resultado é Sílvio quem conta. "A folha
foi passando e quando voltou para mim a surpresa: consegui 204 cobertores.
Repassamos a quantidade que os vicentinos precisavam e o restante resolvemos doar
para outras instituições. E pensei em fazer sempre esse gesto. Mas como o frio
acaba, resolvemos também arrecadar as cestas básicas. Desde então arrecado
essas doações, durante ano todo, junto aos amigos,
para entregá-las em junho e dezembro"
, finaliza.
*Thiago Werneck é estudante de jornalismo da UFJF
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