Preocupar-se com o próximo e ajudar no que for possível sempre fez parte da rotina de Rita Rola Ragone Martins, desde a adolescência.
Ainda mocinha, ela entrou para a Associação Luiza de Marilac, em Além Paraíba, onde morava. Lá, boa parte do trabalho era centrado na visita a idosos.
Quando mudou-se para Juiz de Fora, já casada, Rita ingressou no Movimento Familiar Cristão (MFC), ao qual pertence até hoje, desenvolvendo diversas atividades solidárias.
"Passei por várias etapas, chegando à coordenação estadual e nacional do MFC. Com isso,
conheci bem o Brasil, as pessoas, o folclore, o artesanato. Sempre me interessei pelo
trabalho social e pelo que as pessoas fazem"
, diz.
Para Rita, o contato com a gente simples é muito gratificante, mas ela afirma manter sempre
em mente o objetivo de despertar consciência crítica. "Não dá para esperar os governantes.
Cada um de nós tem que fazer alguma coisa"
, defende.
Pelo MFC, Rita participou de encontros, conferências e trabalhos no Brasil e na América Latina,
tendo a oportunidade de conhecer muitas realidades diferentes.
"Mesmo quando viajava a passeio, eu sentava nas feiras para conversar com o povo.
Queria saber dos seus sonhos."
Em várias dessas viagens, Rita diz ter visto muita coisa triste, mas o que mais a impressiona sempre é a força e a luta deste povo por ter um mundo melhor.
Atualmente, Rita é diretora geral do Instituto da Família de Juiz de Fora (Infa/JF). Ela integrou a equipe de fundação do Infa na cidade e já está em seu terceiro mandato à frente do instituto.
Rita também pertence ao Conselho Nacional do Laicato do Brasil e integra a mesa da presidência do Conselho Municipal do Direito da Mulher, além de representar o Infa no Conselho Municipal de Assistência Social.
O trabalho voluntário prevê um plantão semanal, às quartas-feiras, na sede do Infa . Mas não é raro encontrá-la por lá todos os dias da semana e até mesmo no período de férias.
Hoje, boa parte de suas atividades no Infa é administrativa, mas Rita aproveita também os conhecimentos adquiridos como professora e na pós-graduação em dinâmica de grupo e aconselhamento psicológico.
"Divido meu tempo entre este trabalho, minha família e outras atividades harmoniosamente.
Ser voluntária nunca atrapalhou minha vida. Pelo contrário, só me fez bem."