No próximo dia 22 de dezembro o casal Tatiana Diniz e
Juliano Moreno (vídeo e foto ao lado)
completa um mês de casamento. Ela, com 28 anos, e ele, com 30, se conheceram pela internet
há quase três anos,
através da comunidade "Anões do Brasil", que faz parte de um site de
relacionamentos. "Eu adicionei algumas pessoas e acabei ficando muito
próxima do Juliano, mas só começamos a namorar depois de nos conhecermos pessoalmente"
,
lembra Tatiana.
Juliano é formado em Ciência da Computação e mora em Pedreira, cidade próxima a Campinas, no interior paulista. Tatiana era dona de um hotel para cachorros em Juiz de Fora, há seis anos.
Depois de quase três anos de amizade e namoro, o casamento foi o caminho natural para acabar
com a distância que separava os dois. Com a união oficializada, Pedreira foi a cidade
escolhida para abrigar o novo casal.
A cidade é conhecida como a capital da decoração e tem o artesanato como
destaque. Mas a noiva fez questão de que a cerimônia fosse
realizada em Juiz de Fora. "O tradicional é se casar na terra da
noiva", brinca Tatiana.
Após a cerimônia, o casal partiu para a lua-de-mel de quatro dias na cidade histórica de Parati, no litoral fluminense. Apesar da experiência de morar em locais diferentes e viajar para cidades de várias partes do mundo, para Tatiana não foi fácil deixar a vida empresarial em Juiz de Fora e recomeçar a rotina do casamento a quase 500 quilômetros de distância.
"O casamento é uma vida nova,
mas também não acho um bicho-de-sete-cabeças. Apesar de ser difícil cuidar da casa,
nesse quase um mês eu estou conseguindo levar numa boa"
, avalia com bom humor.
As adaptações para que os ítens da casa se adequassem à altura do casal foram poucas. As pias do banheiro e da cozinha tiveram que ser abaixadas, mesma solução para as tomadas e interruptores, que agora ficam a cerca de um metro do chão. A altura é a adequada à estatura de Tatiana, que mede 1,25 metros e de Juliano, com 1,05.
O casal pretende avaliar o que ainda pode ser adaptado no imóvel para facilitar nas tarefas
do dia-a-dia, além de contratar uma empregada doméstica para ajudar nos cuidados com a casa.
"Algumas coisas nós não conseguimos fazer sozinhos, como estender uma roupa de cama no
varal, por ser uma peça mais pesada"
, explica.
Sobre o fato de se relacionar com uma pessoa de estatura mais próxima, Tatiana considera uma facilidade, mas não vê a situação como um pré-requisito para o relacionamento.
"O que nos fez gostar um do outro não foi o fato de termos o mesmo
tamanho ou passarmos as mesmas dificuldades. Foi muito além disso. Não é pelo fato de ser
pequeno que ele se torna o homem perfeito para mim. O que me atraiu foram realmente
as qualidades dele"
, comenta.
Apesar de a Associação Gente Pequena, que defende os direitos das pessoas de baixa estatura, considerar pejorativa a palavra "anão", Tatiana não vê problema no uso do termo, desde que, realmente, não venha carregado por preconceitos.
"O preconceito está dentro da gente. Se nós alimentamos isso ele vai acontecer. Como
o mundo é de ninguém e todos temos os mesmos direitos, temos que levar a vida numa boa. Não
adianta fechar a cara e levar tudo a sério demais"
, conclui.