Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009, atualizada às 14h
O projeto Oficina da Ciranda, promovido pelo Instituto Noisinho da Silva, está levando muita alegria às crianças de um a seis anos com algum tipo de deficiência física e que residam em Minas Gerais.
Enquanto os pais aprendem a montar a Ciranda artesanal, um objeto que dá firmeza aos pequeninos que possuem pouco controle do tronco e da cabeça, as crianças participam de atividades recreativas supervisionadas durante todo o dia.
"O Instituto busca colaborar para a inclusão das crianças deficientes através do design de produto.
No caso da cadeirinha Ciranda, optamos pela metodologia das oficinas para incluir todas as camadas
da sociedade. A montagem da cadeirinha é acompanhada por técnicos, e a pessoa
recebe a Ciranda que fez, no final da oficina"
, explica a diretora-presidente
Gezica Valadares.
O projeto está em sua segunda fase, que é composta por dez oficinas. Nesta sexta-feira, dia 27 de fevereiro, acontece a sétima edição, em Divinópolis. No primeiro final de semana de março, dias 7 e 8, a Oficina atende os inscritos de São João Del Rey, na APAE. As próximas paradas são em Betim e Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.
E não para por aí: diante da procura pelas Cirandas por prefeituras e APAEs de todo o
Brasil, a diretora-presidente afirma que o próximo passo é fazer o atendimento em outros
municípios mineiros e romper os limites do Estado. "Já estamos elaborando uma terceira fase,
que atenderia, inicialmente, cidades de médio porte e a capital do Rio de Janeiro. Municípios
polos em Minas, como Juiz de Fora, também estão nos planos".
De acordo com Gezica, o objetivo da organização não-governamental é desenvolver objetos
atraentes, que não percam a funcionalidade. "Nossa ideia é propor uma alternativa aos aparelhos ortopédicos e hospitalares.
Com a Ciranda, a aceitação é muito boa. As crianças levam para a escola e se tornam
mais sociáveis ao conquistar o chão como espaço de descobertas e brincadeiras"
, comemora.
A escolha das localidades para a realização das oficinas é baseada na taxa de crianças entre um e seis anos na população total e no percentual delas que está matriculada em escolas e creches. O interesse das prefeituras e demais organizações de apoio aos deficientes também é levado em consideração na hora da montagem do roteiro.
Em cada oficina, no máximo 22 famílias são atendidas. "Trabalhamos com um número
reduzido de pessoas porque a elaboração das cadeirinhas requer o acompanhamento multidisciplinar, de
marceneiros e fisioterapeutas. A preocupação maior é com a saúde e o bem-estar dos assistidos pelo projeto"
, justifica Gezica.
A Oficina da Ciranda será realizada nos dias 7 e 8 de março, sábado e domingo, em São João del Rey, na sede da APAE. O endereço é avenida Leite de Castro, 1380, bairro Jardim América.
Além de aprender a construir a cadeirinha, o participante recebe um manual que explica detalhadamente o processo de produção do equipamento.
* Patrícia Rossini é estudante de Comunicação Social da UFJF.
Os textos são revisados por Madalena Fernandes