Segunda-feira, 18 de dezembro de 2007, atualizada às 12h06
A Secretaria do Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE) ficou sensibilizada pelas dificuldades enfrentadas pela Associação de Livre Apoio ao Excepcional (ALAE). A instituição, para manter o tratamento e apoio aos seus pacientes, apresenta todos os meses um déficit de R$ 4 mil.
Esse déficit foi atenuado, recentemente, por causa de um convênio, de duração
anual, assinado entre a ALAE e a SEDESE. "O valor do convênio é de R$ 28 mil, o que dá para os programas de
atendimento da ALAE um aumento mensal de mais de R$ 2 mil. Essa valiosa ajuda,
aliada ao crescimento das campanhas junto à comunidade permitiram a ALAE fechar
o ano financeiro de 2007, com mais tranqüilidade"
, esclarece.
Atualmente, a instituição presta atendimento e auxílio a, aproximadamente, 60 pessoas, entre elas, crianças, adolescentes e adultos. Desses, somente cerca de 10% podem arcar com os custos desse atendimento.
E, além do mais, a ALAE presta apoio também a famílias, oferecendo atendimentos
aos aspectos psicológicos e materiais, dessa forma, segundo o presidente voluntário
da entidade, José Mauro Moreira Cuperttino, o número total de
pessoas que recebem auxilio é 200.
"Ao longo de todo esse período de atividades, a ALAE desenvolveu e aprimorou,
constantemente, um Projeto Psico-Pedagógico para o atendimento às pessoas com
deficiência mental, com base em uma abnegada equipe de profissionais e voluntários"
,
comenta José Mauro.
Ainda, a ALAE oferece três projetos: as oficinas (culinária, artesanato, danças, teatro, rádio, leitura), o programa extra-muros (os assistidos vão para fora da instituição em lugares como clubes, academias, parques, cinema, supermercados e teatro) e o centro de convivência.
Para a manutenção da ALAE, os administradores da entidade contam com recursos
financeiros provenientes de um convênio com a prefeitura de Juiz de Fora.
"Convênio esse congelado há cerca de seis anos e totalmente em desacordo com
o número de atendimentos proporcionados pela ALAE e o número de horas gastas
nesse atendimento"
, lamenta o presidente voluntário.
Além disso, a ALAE conta com campanhas de coleta de contribuições voluntárias
junto à comunidade e de eventos de natureza beneficente, planejados e executados
por um grupo de voluntários.
"A maravilhosa e solidária sociedade de Juiz de Fora é, hoje, responsável por
quase 75% dos recursos da entidade. A ALAE, ao longo do ano de 2007, vinha
apresentando um déficit mensal de cerca de R$ 4 mil"
, conta José Mauro.
*Renata Solano é estudante de Comunicação da UFJF