Direitos Humanos

Quinta-feira, 15 de maio de 2008, atualizada às 19h

Minas Gerais possui 290 pontos vulneráveis à exploração sexual, sendo 12 próximos a Juiz de Fora



Daniele Gruppi
Repórter

Minas Gerais já registra este ano 41 denúncias contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Em 2007, foram 324. É considerado também o Estado com mais pontos vulneráveis ao crime, com 290 locais identificados, sendo 12 próximos a Juiz de Fora.

Para tentar coibir os atos, o governo lançou nesta quinta-feira, dia 15 de maio, a Campanha Proteja Nossas Crianças, com o objetivo de estimular o aumento de denúncias. Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Custódio Mattos, a participação da população é fundamental para o combate à exploração sexual e também à violência doméstica.

Para o governo não adianta programas de governo com a criação de políticas públicas, se não houver envolvimento das pessoas. "Trata-se de crimes de natureza clandestina e às vezes nem somos informados. É preciso que as pessoas tenham consciência da gravidade do assunto", afirma o secretário.

Ações da Campanha

O secretário diz que a campanha vai incluir a exibição de vídeos nos meios de comunicação por cerca de 60 dias. "O trabalho vai se concentrar, principalmente, no rádio e na televisão. Vamos distribuir materiais gráficos também". Blitz pelas rodovias que cobrem todo Estado também vão acontecer.

Outra iniciativa foi a ampliação do horário de funcionamento do Disque Direitos Humanos, que passa a funcionar de 08h às 22h. Cada pessoa que perceber por onde passar uma suspeita de exploração contra a criança, exploração sexual ou violência doméstica, pode ligar para 0800 31 11 19.

Foto do vídeo com uma menina de frente e a frase Denuncie. Ligue 
para 0800 31 11 19 Foto do cartaz da campanha 'Proteja nossa crianças em caso de violência denuncie' Foto do vídeo com um menino de costas, sentada em uma cadeira, com a frase na tela: foi queimado com cigarro 
pelo padastro ao 3 anos

No lançamento da campanha o governador Aécio Neves declarou que o número é um instrumento para acionar o Estado. "O problema é nacional, mas cabe a nós tomarmos a responsabilidade sobre o que ocorre nas nossas fronteiras. O que os mineiros querem é a soma e a articulação de esforços dos Governos, da sociedade e da iniciativa privada, para a proteção de crianças e adolescentes sob ameaça de violência", pronunciou.

Segundo Mattos, o governo pretende ainda capacitar conselhos tutelares e prefeituras, através de treinamentos para servidores a fim de que possam atuar do ponto de vista da assistência social. Os municípios vão receber também veículos e computadores.

A assessoria de comunicação informou que o serviço de enfrentamento à violência, abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes também foi ampliado. Antes, existiam 88 sedes que beneficiavam 127 cidade. Foram construídas mais 20, próximas a pontos vulneráveis que vão para atender mais 52 localidade.