Terça-feira, 17 de junho de 2008, atualizada, às 18h40
Polícia Civil desvenda desaparecimento de adolescente em Juiz de Fora
O Instituto de Criminalística da Polícia Civil em Belo Horizonte concluiu nesta terça-feira, dia 17 de junho, o exame de DNA que identifica uma ossada encontrada em Juiz de Fora, no último mês de abril, como sendo da estudante Lídia Ferreira da Silva, de 17 anos, desaparecida desde outubro de 2007.
O namorado da vítima, um estudante de 17 anos, foi apreendido pela equipe de agentes da Delegacia Adjunta de Capturas como principal suspeito do crime e encontra-se acautelado no Centro de Internação do Adolescente da cidade.
Para o delegado Rogério Couto
de Magalhães Woyame, que coordenou as investigações, as informações levantadas
pela equipe de agentes da Delegacia de Capturas foram imprescindíveis na
elucidação do suposto desaparecimento.
"A equipe realizou um excelente trabalho e com isso conseguimos a identificação do suspeito,
a materialidade do homicídio e o acautelamento do menor"
,
explica Rogério.
Um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Vara da
Infância e Juventude, no dia 28 de maio, com base nos indícios levantados pela
Polícia Civil.
"Todas as provas indicam que Lídia foi morta dentro do apartamento de seu namorado
e, posteriormente, o menor a teria carregado até um matagal próximo, onde foram encontrados
os restos mortais da adolescente"
,
conclui o delegado.
As investigações
Lídia Ferreira da Silva, que residia num condomínio no bairro Vivendas da Serra, em Juiz de Fora, saiu de casa na manhã de 1º de outubro de 2007 para ir à escola e desapareceu.No mesmo mês foi instaurado um inquérito policial pelo delegado Denar Luiz Ribeiro para investigar a possibilidade de ter ocorrido algum crime.
Várias testemunhas foram ouvidas e relataram que a menor teria sido vista pela última vez entrando no apartamento do namorado, que residia no mesmo condomínio.
Na manhã do mesmo dia, o suspeito teria sido visto saindo sozinho de sua residência transportando algo envolto num cobertor dentro de um carrinho de mão, enquanto trazia a mochila de Lídia nas costas, e seguiu em direção a uma mata próxima ao condomínio.
Várias buscas foram realizadas na mata mencionada pelas testemunhas, mas o corpo da adolescente não foi localizado. O namorado de Lídia foi intimado duas vezes e apresentou à polícia versões contraditórias para negar o seu envolvimento no desaparecimento, afirmando que carregava apenas peças de bicicleta, o que não ficou comprovado.
No dia 09 de abril deste ano, um rapaz caminhava numa propriedade próxima à mata citada nas oitivas e encontrou uma ossada. A Polícia Civil solicitou ao Setor de Antropologia, do Instituto Médico Legal da capital, um exame de comparação de arcada dentária com base em radiografias da vítima fornecidas pelos familiares, porém, o laudo foi inconclusivo. Foi pedido o exame de DNA, que provou a suspeita de homicídio com a confirmação de que a ossada pertencia à adolescente desaparecida.
*Informações enviadas pela assessoria de comunicação da Polícia Civil de Minas Gerais
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