Direitos Humanos

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Quarta-feira, 10 de dezembro de 2008, atualizada às 15h21

Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos



Guilherme Arêas
Repórter

Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, composta de 30 artigos em defesa dos direitos do homem, comemora nesta quarta-feira, dia 10 de dezembro, os seus 60 anos.

A Declaração foi escrita para nortear os princípios de acesso à liberdade de expressão, de pensamento, a luta pela igualdade e o respeito aos cidadãos.

Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Juiz de Fora (OAB-JF), Wagner Parrot, a Declaração representa uma evolução inegável para o cumprimento dos direitos humanos em todo o mundo. "A Declaração serviu de diretriz para todas as sociedades democráticas modernas. Talvez este seja o maior legado do documento", avalia.

O advogado lembra que a constituição brasileira adotou, integralmente, a Declaração em seu texto. " Ela têm como um de seus fundamentos principais a dignidade da pessoa humana". Parrot defende, ainda, que a Declaração é a base de uma série de outros documentos que garantem os direitos humanos no Brasil, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto do Idoso, o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Maria da Penha.

Apesar disso, o presidente da OAB concorda que ainda há um caminho muito longo para que a Declaração seja integralmente cumprida. "A sociedade é feita de homens, apesar de sempre buscar a perfeição. Ainda temos muitos problemas de impunidade, corrupção e cadeiras superlotadas", ressalva.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é considerada o documento mais traduzido no mundo, tendo versões em árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol - línguas faladas por bilhões de pessoas - até o pipil, falado por cerca de 50 pessoas em El Salvador e Honduras.

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