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    Família cria campanha para arrecadar R$ 40 mil para cirurgia de bebê em Juiz de Fora 

    Alice foi diagnostica com craniostenose – fechamento precoce de uma ou mais suturas craniana, em setembro. O SUS da cidade não faz a cirurgia

    Angeliza Lopes
    Repórter
    17/10/2017


    Os pais de Alice, de apenas oito meses, correm contra o tempo pela saúde de sua filha caçula. Em setembro, a dona de casa Bianca Martins Melquiades e o padeiro Carlos Eduardo Borges do Nascimento foram pegos de surpresa com diagnóstico que atinge um a cada dois mil bebês: a craniostenose – que é o fechamento precoce de uma ou mais suturas craniana.

    A mãe de Alice conta que a filha nasceu saudável, mas em um dos exames de rotina, sua pediatra percebeu que a fontanela (moleira) da bebê tinha fechado precocemente. “Ela nos encaminhou para um neuropediatra, que pediu uma tomografia. O exame acusou dolicocefalia - fechamento precoce da sutura sagital, um dos tipos da doença craniocistenose, quando a moleira fecha antes da criança completar um ano, limitando o espaço para o cérebro desenvolver. Clinicamente ela está bem, mas sem a cirurgia sua cabeça pode começar a crescer só em um formato e, mais tarde, isso atrapalha seu desenvolvimento, além de causar problemas neurológicos”, destaca.

    Para reverter o problema, os médicos aconselham que a cirurgia fosse feita com urgência, de preferência, antes dela completar os nove meses de vida, para minimizar as possíveis sequelas. Por isso a corrida contra o tempo! Mas, como o casal e o bebê não possuem plano de saúde, a opção seria o Sistema Único de Saúde (SUS), que não realiza o procedimento em Juiz de Fora. Bianca explica que pensaram na possível internação de Alice, para tentar uma transferência para o Rio de Janeiro ou Belo Horizonte, onde é feita a cirurgia pelo SUS. “Mas, sabemos que existe uma fila de espera, e ela não tem este tempo. Muitos nos perguntam se entramos na Justiça para fazer com que o SUS arque com o procedimento. Estamos tentando este viés também com advogado, no entanto, pode demorar”,

    Por todos estes motivos, a família de Alice, em conversa com amigos, viu como uma saída possível a criação de uma campanha #unidospelaAlice para arrecadar o valor da cirurgia na rede particular, no total de R$ 40 mil. “Abri uma conta para receber apenas doações, e um amigo nosso montou uma arte e divulgou no Facebook na cidade de Aracitaba. Várias pessoas e amigos compartilharam, até de outros Estados. Nos passaram palavras de força, alguns estão fazendo rifas, bingos. Cada um ajudando da sua maneira!”, conta Bianca, mãe de outros dois filhos de 7 e 17 anos.

    Outra forma de ajudar é o link criado no site Vakinha Online, onde o apoiador doa o valor que puder, direto pela plataforma. Caso queira doar por depósitos, a conta da campanha é do Bradesco, agência: 0428 e conta: 1001809-9.

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