Direitos Humanos


Educando na Diversidade Os desafios da educação para todos


Ana Paula Santos Machado
Educadora de Surdos, intérprete educacional e
especialista em Educação Especial Inclusiva
foto de Ana Paula
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É cada vez mais forte a insistência sobre a necessidade de inclusão no ensino regular. Essa iniciativa é guiada pelas políticas públicas que têm instituído um discurso de solidariedade e de multiculturalismo nos seus documentos oficiais, sem, no entanto, apontarem caminhos de superação efetiva dos mecanismos de exclusão que ainda vigoram no ensino regular.

Pensar em educação e inclusão torna-se indispensável quando a sociedade e a escola buscam meios de garantir a todos o cumprimento dos seus direitos e deveres garantidos em lei, dentre estes, educação de qualidade. Buscando atender a alunos com necessidades educacionais especiais, o sistema deve ser repensado para que atenda de maneira adequada a essa demanda.

Mais do que isso, sabe-se que a questão do fracasso escolar está ligada aos preconceitos que temos a respeito da criança, mesmo aquela que não apresenta, inicialmente ou visivelmente, alguma questão física ou sensorial.

Quando tratamos a respeito das questões que permeiam a educação de alunos com deficiência, então, o desafio é eminente, pois até então é um assunto que desperta dúvidas, receio e nos provoca como educadores a buscar medidas que nos instruam e auxiliem diante desse quadro.

Quando pudermos ver as crianças sob a ótica de uma matriz dialética, viver a diversidade, com crianças diversas, desmistificando os nossos estereótipos de que existe o "bom" aluno e o professor "padrão", estaremos próximos do pensamento inclusivo.

Temos que adotar esse pensamento para não classificarmos os nossos alunos, não estereotipá- los, não rotulá-los, se quisermos compreender globalmente o desenvolvimento da criança e não fazer avaliações superficiais que estigmatizem o aluno, reforçando uma baixa auto-estima e pré-conceitos do professor com relação a ele.

Incluir pressupõe tratar de questões relacionadas à diferença, levando em conta que ainda vivemos em uma sociedade com preconceitos arraigados, sendo estes velados ou não. Pensar a diferença hoje é reestruturar nossas práticas, respeitando a dignidade humana.

Discussões constantes sobre a tarefa de cada um no espaço inclusivo, atribuições e trocas de percepções se mostram essenciais e são um primeiro passo para uma convivência tranqüila e que possa trazer ganhos efetivos ao aluno. Pensar acerca da escola inclusiva nos remete buscar alternativas de diferenciação pedagógica, possibilitando a todos o direito social de aprendizagem.


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