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    Albertina Maria Mattos Albertina Maria Mattos 3/06/2015

    Olhares sobre a educação a distância

    Muitos e diversos são os olhares, as concepções e as práticas relacionadas a Educação a Distância (EAD). Na ótica de alguns, são espaços possíveis de desenvolvimento de processos educativos inovadores e de produção do conhecimento. Para tantos outros, se traduz em estratégias de acesso a educação de forma simplificada, o que requer, em decorrência, pouco comprometimento e baixo investimento.

    Na prática é possível identificar situações que expressam ambas as formas de interpretação. Por exemplo, é comum identificar concepções de EAD apoiadas em modelo da "Escola tradicional na Internet" que, dentre outras posturas conduz o processo educacional centralizado no professor, que detém a informação e repassa para o aprendiz. Tal postura afasta qualquer possibilidade de desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem protagonizado pelo aluno.

    Nesse caso concebe-se a educação a distância não como estratégia básica de formação humana que envolve o aluno em situações de "aprender a aprender", participar, criar e inovar. Educação passa a ser sinônimo de treinamento, transmissão do conhecimento pelo professor, o que requer baixa participação, envolvimento e comprometimento do aluno. Concepções como essas podem dar origem a problemas concretos, com implicações diretas na qualidade do processo educativo.

    Mas, o reconhecimento da existência de distorções e práticas descompromissadas com a educação a distância não pode ocultar suas possibilidades e avanços já conquistados no Brasil.

    É indiscutível o aumento de sua popularidade e extensão para diferentes áreas do conhecimento e para diversos níveis de ensino, proporcionando oportunidades de acesso ao conhecimento e de aprimoramento profissional. Assim, a Educação a Distância pode vir a ser uma possibilidade real de formação integral do cidadão, de elevação de sua escolaridade, qualificação profissional e de sua preparação para o mercado de trabalho.

    Sob esse olhar, a EAD pode também se constituir em estratégia para a inclusão social e garantia dos direitos democráticos. Entretanto, concretamente, uma serie de investimentos e inovações são necessárias. Destaco a garantia de condições objetivas para que as relações ensino aprendizagem se processem, em condições ambientais, pedagógicas e sócio-afetivas propicias para o pleno desenvolvimento do aluno e a participação de organizações competentes, sérias e comprometidas com a Educação.


    Albertina Maria Mattos
    Mestre em Sociologia pela UFRJ, Especialista em Saúde Pública pela ENSP-FIOCRUZ e GRADUADA em Ciências Sociais pela UFJF.
    Experiência : Socióloga - Atividades no campo da Saúde Publica : planejamento e gestão de serviços na FIOCRUZ- RJ, na Secretaria Municipal de Saúde SMS-JF, Secretaria de Estado de Saúde RJ. Coordenação de projetos de capacitação e atividades de Pesquisa, Assessoria e Consultoria, de abrangência nacional, regional e municipal. Participou de trabalhos de consultoria nas áreas de gestão em saúde em Angola – África e Lisboa-Portugal.
    Docência: professora de Sociologia, Metodologia Cientifica e Pesquisa Social na nas instituições: UEMG - Universidade Estado de Minas Gerais, FOA – Fundação Oswaldo Aranha- Volta Redonda
    Professora de Planejamento estratégico e gestão participativa m Cursos de Atualização na ENSP- FIOCRUZ, e no NATES _ UFJF

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