Educação

Termina a greve dos professores municipais Categoria volta às aulas na próxima quarta-feira
insatisfeita com negação de reajuste linear

Clecius Campos
Repórter
25/5/2009

Os professores da rede municipal de ensino de Juiz de Fora votaram pelo fim da greve na assembleia realizada na tarde desta segunda-feira, dia 25 de maio. Após 25 dias de braços cruzados, os educadores cederam à contraproposta feita pela Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH) ao Sindicato do Professores (Sinpro), nesta manhã.

Embora não tenham alcançado a meta de reposição salarial linear, seguindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) (5,5%), os professores voltam às salas de aula na próxima quarta, dia 27, com ganhos permanentes, garantidos por lei.

Além do reajuste no pagamento adicional por reuniões pedagógicas, de 8% para 10%, 5% deste montante será incorporado ao salário-base, de forma escalonada, de maio de 2010 a maio de 2011. O benefício passará a ser pago também a diretores e vice-diretores escolares.

Outra conquista do movimento foi a garantia de pagamento do Adicional de Incentivo ao Magistério (AIM), em forma de lei, no valor de R$ 200 para servidores ativos, a serem pagos em janeiros de 2010, e R$ 100 para aposentados e pensionistas, que receberão o benefício ainda em julho deste ano. Para professores contratados, o valor será pago no ato da rescisão de contrato. A Ajuda de Custo para a Valorização do Magistério (ACVM) sofre alteração de R$ 450 para R$ 580 e deve ser paga ainda em julho de 2009.

De acordo com o coordenador do Sinpro, Flávio Bitarello, a assembleia entendeu que a contraproposta da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora (PJF) trazia avanços e vitórias pontuais. A conquista do AIM por meio de lei poderá possibilitar a negociação por reajustes desses valores em novas campanhas salariais. "A gratificação está garantida, o que podemos fazer, a partir de agora, é lutar por aumentos a cada ano."

Para o coordenador do Sinpro e vereador, Roberto Cupolillo (Betão - PT), incorporar 5% do adicional por reuniões pedagógicas é uma forma de compensar a falta do aumento linear, relativo ao IPCA, mesmo que deslocado para o próximo ano. "A proposta não é completamente boa, mas quando estamos em negociação, sabemos que a oferta nunca chega até onde queremos. No entanto, prefiro isso a nada."

Bitarello acredita que a negociação acertada entre a SARH e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) prejudicou o movimento dos professores. "Ao aceitar aquela proposta, os demais servidores enfraqueceram o movimento."

No limite

De acordo com o titular da SARH, Vitor Valverde, a contraproposta foi o máximo que a administração municipal podia oferecer. Segundo o secretário, o mesmo percentual de abono negociado com o Sinserpu foi reposicionado para atender parte das reivindicações dos professores. "Não há recursos financeiros para reajuste linear. O que tentamos fazer foi sanar pontualmente uma questão ou outra."

Reposição das aulas

Na próxima terça-feira, dia 26, os professores voltam a se reunir em assembleia para decidir como será realizada a reposição dos 25 dias parados. De acordo com Betão, as possibilidades são uso dos sábados, com alternância de disciplinas, extensão da carga horária diária em 30 minutos e condição especial para professores e alunos do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA). "A ideia é não utilizar o mês de julho para reposição. Porém, tudo será definido amanhã, em assembleia e encaminhado à Secretaria de Educação."

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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