Educação

Como resolver as questões do vestibular? A dica dos professores é a de que o aluno comece sempre
pelas perguntas mais fáceis

Renata Solano
*Colaboração
24/03/2008

Época de prestar exames para seleção de universidades é sempre de muita tensão para os alunos do ensino médio. Ingressar em uma faculdade para receber o diploma de curso superior pode se tornar um tormento na vida daqueles que não sabem como lidar com a prova, seja ela de múltipla escolha, ou discursiva.

Para o diretor de uma escola particular da cidade e também professor de Geometria Analítica na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Wilson Adolfo Corrêa (no vídeo) é preciso que o aluno tenha calma na hora de resolver as questões. "O mais importante é começar pela prova da disciplina que tem maior identificação e facilidade", orienta.

Corrêa comenta que o aluno deve ler toda a prova antes de começar a fazer as questões e iniciar sempre com a questão que tem certeza que vai acertar. "O ideal é que ele dedique tempo a esta questão, que ele a faça e depois confira se está tudo certo mesmo, muita gente se preocupa mais em acertar o difícil e acaba perdendo tempo e ponto por não ter respondido a pergunta que sabia", afirma.

Mesmo com as dicas, o estudante fica confuso e sem saber se deve mesmo seguir os conselhos. Mas é justamente por isso que os cursinhos pré-vestibulares da cidade oferecem simulados que representam uma oportunidade de treinamento, não só sobre o conteúdo das matérias, mas também para a organização e para a administração do tempo que o estudante tem na hora de resolver a prova de verdade.

E o diretor garante que esse método é o mais eficiente. "A pessoa deve sempre gastar mais tempo na certeza de fazer um ponto do que no desafio de resolver um problema mais complicado. Sempre deve começar a prova pelo mais fácil e o tempo que sobrar deve ser voltado para resolver as demais questões. Na prova discursiva o aluno tende a começar pela matéria que mais gosta e isso é o certo, mas é preciso administrar o tempo para conseguir realizar o outro exame", defende Corrêa.

Prova objetiva

Foto do professor 
Wilson Adolfo Corrêa Nas provas de múltipla escolha, ou seja, nas provas objetivas, o aluno deve ler bem cada uma das opções para não se confundir na hora de marcar a resposta certa. "Como em qualquer outro tipo de exame, a dica é que o aluno responda o que ele tem certeza primeiro e depois desenvolva os problemas mais difíceis. É necessário cuidado na hora de marcar as respostas no cartão, por isso, mais uma vez é preciso que o vestibulando administre o tempo para conseguir fazer tudo e não perder nenhum ponto por ter marcado errado a resposta", comenta o professor.

Uma outro conselho de Corrêa para os alunos que não conseguiram fazer toda a prova objetiva é contar o número de alternativas marcadas. "Em qualquer universidade eles têm o cuidado de equilibrar o número de opções. Se na UFJF são 40 perguntas e cada uma delas com cinco opções, geralmente é equilibrado e têm cerca de oito questões para cada alternativa, ou seja, oito respostas na alternativa A, oito na B, oito na C, oito na D e oito na E", comenta.

Prova discursiva

Foto de estudantes do cursinho popular As provas abertas deixam o estudante ansioso para responder todas as questões de forma mais completa possível. Mas o conselho de iniciar a prova pelas questões mais fáceis se aplica também neste caso. "É muito pessoal. Tem gente que faz somente as questões da prova de biologia e depois que passa para a prova de física. Eu, particularmente, acho que o correto é fazer as fáceis de uma, depois as fáceis da outra, assim o aluno resolve as questões que sabe e garante os pontos, depois divide o tempo e se dedica a cada uma delas separadamente", orienta Corrêa.

O professor comenta, ainda, que as provas são divididas de forma bem equilibrada. "Disciplinas bastante diferentes como história e matemática no mesmo dia permite que o aluno tenha uma preferência e se dedique mais a uma. A verdade é que o estudante precisa estar confiante no seu potencial e deve sempre se dedicar a fazer pontos e não somente a vencer desafios de problemas complicados do exame", afirma.

*Renata Solano é estudante de Comunicação Social na UFJF

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