Com dez anos de idade, Mário Alberto Zöet ingressou no mundo do tênis, por incentivo paterno e não parou mais de se dedicar ao esporte.
Atualmente, com 43, ele encara a modalidade como lazer e também como um compromisso. Ele treina praticamente todos os dias da semana, cerca de uma ou duas horas por dia.
O seu currículo é preenchido pelo diploma no curso de Engenharia e também pelas inúmeras conquistas nos campeonatos de tênis.
Ele ocupa a 9ª posição no ranking da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) na categoria 40-45 anos, é o 12° no ranking da COSAT (Confederação Sul-Americana de Tênis) e é o 75° no ranking da ITF (Federação Internacional de Tênis).
"Cobro-me muito nas competições. No início do ano traço um calendário com as disputas
em que vou participar e vou adaptando os meus treinamentos. Por ano, encaro, em média,
14 torneios"
, comenta.
"Tenho boa expectativa. São oito tenistas brasileiros, que vão buscar o título
por equipe na categoria. Os confrontos são entre os países. Ano passado, conquistei
o vice-campeonato e acredito que os atletas estão mais preparados"
.
Para a competição, ele conta com o apoio do SESI/MG. Depois de voltar da Europa, ele
tem mais desafios. "Pretendo participar da etapa do Brasileiro em Belo Horizonte
e em Brasília. Este último é o que conta mais ponto no ranking nacional"
.
Zöet afirma que, além dos treinamentos em quadra, faz corridas e tem um cuidado especial
com a alimentação. "Procuro não ganhar peso, e assim evito as lesões"
. Ele é
casado, tem dois filhos e concilia a carreira profissional de engenheiro com o esporte.
Para ele, o tênis cresceu muito no Brasil e, em Juiz de Fora não poderia ser diferente,
quando Gustavo Kuerten, o Guga, despontou no cenário mundial do esporte. "O nível
técnico dos tenistas juizforano também melhorou muito"
.
Zöet diz que a modalidade tem um custo caro. "Não temos ainda quadra pública para
praticarmos. O aluguel não é barato. O mais dispendioso, entretanto, é a bola, que
não dura nada. Uso, praticamente, um kit por semana"
.
Ele considera o esporte difícil. "É preciso ter dedicação e os interessados devem
começar a aprender com um professor. Se iniciar sozinho, rapidamente chega ao limite"
.
Segundo Zöet, a idade boa para começar a praticar a modalidade é a partir dos dez
anos. "Antes disso não se tem força física"
.