Especial Copa do Mundo

Que país é esse?

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Anfitriões. Favoritos? Alemães querem relembrar os bons tempos e mostrar porque chegaram ao tri

Ricardo Corrêa
Repórter
abril/2006

Quando você olhar para o placar no alto da tela da televisão e ver escrito "GER", certamente saberá que se trata de uma partida da Alemanha. É a abreviatura de "Germany", nome em inglês que designa o país. Mas se aparecesse o nome oficial do país para identificá-lo, a maioria das pessoas não saberia que país é esse, e se esforçaria até para pronunciar as palavras. Bundesrepublik Deustschland. É esse o nome oficial da Alemanha, anfitriã da Copa de 2006. O país europeu, cuja capital é Berlim, possui cidades famosas, como Hamburgo, Munique, Colônia, Frankfurt, Dortmund, Düsendorf ou Stuttgart.

Os alemães compram suas coisas em euro e falam o idioma alemão. Eles são pouco mais de 82 milhões e geram um PIB per capta de 26.600, em dólares. Precisaram passar por duas reconstruções, após as derrotas na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais. Mais do que isso, passaram anos divididos em dois países. O Muro de Berlin, que só caiu em 1989, separava a Alemanha Ocidental da Alemanha Oriental. Reunificado, o país tem sérios problemas para sanar as diferenças sociais e culturais entre os dois lados. A principal delas é econômica, já que a maior parte do setor oriental é pobre e pouco desenvolvido.

Atualmente, a média de idade na Alemanha é de 41,3 anos, ou seja, é um país adulto, cuja expectativa de vida passa dos 78 anos. Nesse momento, cerca de 32 milhões de alemães podem estar conectados na internet como você. O site oficial da Federação Alemã de Futebol é o http://www.dfb.de/

Em campo:

De todas as Copas do Mundo, a Alemanha só não participou da primeira, em 1930. A federação, fundada em 1900, se filiou à Fifa em 1904 e desde então comemorou, além dos três títulos mundiais, três importantes títulos da Euro, em 1972, 1980 e 1996.

A história de vitórias da Alemanha nos campos começou em 1954, na Suíça, quando a então Alemanha Ocidental derrubou a Hungria, considerada a melhor seleção daquela época, e comemorou, comandada por Fritz Walter e Helmut Rahn. Assim como eles, vinte anos depois, em 1974, Franz Beckenbauer, hoje presidente do Comitê Organizador da Copa, e o também lendário Gerd Müller tornaram-se heróis ao fazer com que o país erguesse a segunda taça de sua hstória. Mais uma vez os alemães eram os azarões e a vítima da vez foi a Holanda, tão ou mais badalada do que aquela Hungria de 54.

O terceiro título foi amadurecendo, mas depois de derrubar favoritos, a Alemanha se viu derrotada em duas finais. Em 1982, na Espanha, perdeu para a Itália. Em 1986, no México, sofreu com a Argentina de Maradona. Mas na terceira final seguida dos bravos alemães não teve jeito.

O time agora treinador por Beckenbauer deu o troco na Argentina. Em campo o comando era do seguro Lothar Matthaus, hoje treinador de futebol, e com a presença marcante de Jürgen Klinsmann, hoje técnico da seleção na Copa. O tetracampeonato quase veio em 2002 quando, jogando um futebol burocrático, os alemães foram avançando, avançando, até cruzarem com o Brasil na final e perder a chance de levar outro título. Era a chance de igualar o número de conquistas dos maiores ganhadores de Copas do Mundo, mas eles perderam. No comando, outro ex-jogador que fez sucesso alguns anos antes: Rudi Voller.

Como país sede, a Alemanha não precisou participar das Eliminatórias. Entrou direto no grupo de países classificados para a competição que começa em junho. Mas se a seleção ficou tranqüila por não ter que garantir seu passaporte em campo, por outro lado, sofreu muita pressão da torcida. Os resultados ruins em amistosos, como na recente goleada que sofreu da Itália, somam-se aos fracassos na Euro 2004 e na Copa das Confederações deste ano. Klinsmann balançou e muitos chegaram a garantir que ele não resistiria no comando da equipe até a época da disputa. Beckenbauer foi o maior crítico do treinador atual.

Para essa Copa, o grande astro da equipe é Michael Ballack, craque do Bayern de Munique. Um dos baixinhos do time de gigantes, jogará ao lado de Schewinsteirger e Lukas Poldoski, jogadores que o torcedor brasileiro já viu em ação na Copa das Confederações do ano passado. Mal ou bem, burocráticos ou não, os alemães sempre chegam e dão trabalho. Então é bom ficar de olho neles.

Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006

(Clique nas bandeiras dos países)

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