Árabes com toque brasileiro Técnico Marcos Paquetá quer provar o bom futebol da Arábia Saudita
Repórter
abril/2006
Nenhum país da Península Arábica tem uma área tão grande quanto a da Arábia Saudita. Mas isso não quer dizer muita coisa já que a maior parte do território só é ocupada por areia. Bom mesmo para os árabes é o que está debaixo da areia. O petróleo é o que move a economia desse país, que faz fronteira com a Jordânia, Iraque e Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã e Iémen. Uma região bastante tensa na qual se localiza o país cuja capital é Riad. Mas essa é apenas uma das cidades importantes da Arábia Saudita.
Algumas possuem importância histórica e, acima de tudo, religiosa, muito grande. Caso de Meca. Outros municípios importantes da Arábia Saudita são Jeddah, Medina, Dammam, At ta'if Al Hufuf e Haradh. A moeda corrente no país tem um nome parecido com a nossa. É o Rial, com o qual os árabes fazem girar um PIB per capta de 10.500 dólares, muito disso graças às riquezas do petróleo. A maioria dos mais de 24 milhões de habitantes da Arábia Saudita fala a língua oficial, o árabe. O lema do país é religioso, como quase toda a sua cultura: Alá é o único deus e Maomé o seu profeta. Os sauditas são um povo jovem, de apenas 18,8 anos de idade média atual. Eles vivem até 68,73 anos aproximadamente. Um levantamento realizado em 2002 deu conta de que não chegava a 1,5 milhão o número de usuários de internet na Arábia Saudita. Para os que conectam, o domínio utilizado é o ".sa". Como é o caso do site da federação saudita de futebol, cujo endereço é o http://www.saff.com.sa/.
Em campo:
Fundada em 1959, e filiada à Fifa no mesmo ano, a federação de futebol da Arábia Saudita levou sua seleção a três Copas do Mundo antes dessa, na Alemanha. E foram exatamente nas três últimas disputas. Em 1994, nos Estados Unidos, em 1998, na França, e em 2002, na Coréia e no Japão. O curioso na Arábia Saudita é o motivo da demora em atingir um bom nível no futebol. Isso se deu porque a família real do país proibiu a prática do futebol até 1951.
A melhor classificação do país em uma Copa do Mundo foi a chegada às oitavas-de-final em 94. Nos confrontos contra Bélgica e Marrocos, o time conseguiu passar para o duelo contra a Suécia, mesmo perdendo para a Holanda. Mas aí os semifinalistas suecos foram mais eficientes e venceram incontestavelmente por 3 a 1.
Por causa de participações como essas, os grandes orgulhos do futebol saudita são as conquistas da Copa da Ásia, em 1984, 1988 e 1996; e os dois títulos da Copa do Golfo, em 1994 e 2002.
Neste mesmo ano, na Copa do Mundo, a Arábia Saudita deu seu maior vexame. Logo em sua estréia, levou 8 a 0 da Alemanha, vice-campeã. Depois dessa goleada, ainda perderam para Camarões e República da Irlanda antes de voltar para casa.Em 1998 a campanha foi tão ruim quanto. Na primeira fase eles sofreram nas mãos da Dinamarca e da França e voltaram.
Nas Eliminatórias desse ano o bom futebol apareceu. Depois da queda de Gerar Van der Lem, o décimo terceiro técnico em pouco mais de 10 anos, quem assumiu foi o argentino Gabriel Calderón. E ele foi só o 14º. Com ele, o time empatou com o Uzbequistão, venceu a Coréia, empatou com o Kuwait, venceu o próprio Kuwait e o Uzbequistão para conquistar a tão sonhada classificação. Atualmente quem treina a Arábia Saudita é o brasileiro Marcos Paquetá.
Um dos heróis da classificação foi o atacante Sami Al Jaber, veterano e um dos artilheiros do time nos últimos anos. Na mesma equipe está Mohamed Al Anbar, autor do gol na vitória contra a Coréia, fundamental para a classificação para a Copa. No ataque também está o jovem Yasser Al Qahtani, de 24 anos, dez a menos que sue companheiro Al Jaber. Qathani é uma revelação do futebol do país e o mais caro atleta da Arábia Saudita ultimamente. Sua transferência para o Al Hilal custou cerca de 10 milhões de dólares.
Os adversários desta equipe, na 1ª fase da Copa 2006
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